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Estudo da UFRRJ prevê crise 'sem precedentes' na economia fluminense


Segundo pesquisadores, a área de petróleo é uma das poucas com potencial de crescimento no Estado do Rio

Por José Messias Xavier


O Produto Interno Bruto (PIB) do estado do Rio de Janeiro terá, em 2020, uma queda entre 4,16% e 5,02%, de acordo com o tempo em que permanecerá o isolamento social e as demais medidas de contenção da proliferação do coronavírus, segundo apontam pesquisadores da Universidade Federal Rural do RJ (UFRRJ) no estudo “Impactos da Covid-19 na Estrutura Produtiva do Estado do Rio de Janeiro”, concluído esta semana.

Os setores econômicos mais afetados, de acordo com a pesquisa, serão o de artes, serviços, cultura, esportes e recreação (-46,02% a -50,06%); alojamento e alimentação (-34.97% a -39.29%), imobiliário (-14.11% a -15.02%); comércio (-12.24% a -13.64%); e construção (-7.49% a -8.30%).

Assinado pelos pesquisadores Joilson de Assis Cabral, Everlam Elias Montibeler, Maria Viviana de Freitas Cabral e Alexandre Jeronimo Freitas, do Laboratório de Análises Empíricas do Rio de Janeiro (LAERJ/PPGER/UFRRJ), o estudo analisa três cenários de retração do PIB Fluminense: com o fim do isolamento em junho, a queda na arrecadação seria de 4,16%; em agosto, 4,59%; e, em outubro, 5,02%.

Na contramão da crise econômica que se vislumbra no horizonte fluminense, ainda segundo o estudo, o setor extrativista, fundamentalmente a área de petróleo, deverá apresentar crescimento no estado na ordem de 1,15% a 2,25%, amenizando o impacto financeiro do Covid-19. Dois fatores levaram os estudiosos a esses percentuais: a excelente produtividade no primeiro trimestre e a reabertura da economia de alguns países, principalmente a China, favorecendo a procura por esta commodity.

Os autores destacam que o estado enfrentará nos próximos anos uma crise sem precedentes em sua história, caso o poder público não repense sua economia, marcada por uma “estrutura produtiva frágil e incompleta”, e passe a traçar sua política de desenvolvimento estreitando os laços com a iniciativa privada e o mundo acadêmico.

“O estado do Rio de Janeiro precisa interromper a agenda de políticas públicas desenhadas com base no método de tentativa e erro e do apadrinhamento político. De modo a superar este enclave, apontamos que é preciso caminhar na direção uma aproximação entre os agentes da academia, do poder público e do setor privado de modo a planejar e formular políticas públicas com objetivo de realizar o adensamento produtivo no estado. Este estudo faz parte deste esforço e esperamos que ele possa ser um passo inicial nesta trajetória”, afirmam os estudiosos na conclusão da pesquisa.

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