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Secretário de Transportes de João Dória é preso


Em 2016, deputado federal Alexandre Baldy (Podemos) dizia que era preciso "limpar esse País da corrupção" (Reprodução)

Agentes da Polícia Federal prenderam, nesta quinta-feira (6), o secretário de Transportes do estado de São Paulo, Alexandre Baldy. Outro preso foi o pesquisador da Fiocruz Guilherme Franco Netto, em Petrópolis, no Rio de Janeiro. No Distrito Federal, policiais apreenderam R$ 90 mil em espécie, guardados em dois cofres, em um dos endereços investigados que, segundo a TV Globo, pertenceria a Baldy. Mais tarde, foram encontrados mais R$ 110 mil em outro endereço do secretário.

Os suspeitos responderão pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, peculato e organização criminosa.

Os mandados de prisão contra o secretário do governador João Doria e o pesquisador da Fiocruz foram expedidos pelo juiz Marcelo Bretas, da 7a Vara Federal Criminal, no âmbito da Lava Jato no Rio. Balby é deputado federal licenciado (Podemos-GO) e foi ministro das Cidades no governo golpista de Michel Temer.

Segundo as investigações, Baldy estaria envolvido em desvios na Saúde no Rio e em São Paulo e ainda responde por atos suspeitos antes de assumir a Secretaria de Transportes, responsável pelo metrô paulistano e pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos.

De acordo com os investigadores, os envolvidos no esquema são "agentes 'de negócios' que agiam para favorecer "contratações dirigidas".

O cumprimento dos mandados foi executado em Petrópolis (RJ), Goiânia (GO), Distrito Federal e São José do Rio Preto (SP).

Homenagem a Moro

Por ocasião de uma homenagem feita pelo governador João Doria ao então ministro da Justiça e Segurança, Baldy também prestou sua homenagem ao ministro de Bolsonaro em sua rede social.

“A Corrupção é um dos grandes males que precisa ser combatido com firmeza no Brasil”, escreveu no Instagram.

Em seguida, disse que Moro, “nos últimos anos, com muita dedicação, representou o sentimento de todos os brasileiros no firme combate a esse ato que traz desigualdade social, desemprego, miséria e fome. É com exemplos como este que podemos, dia a dia, construir um mundo melhor.”

E fez mais festa para Moro.

"O trabalho do Ministro Sergio Moro em prol do Brasil é reconhecido por todos nós, brasileiros, e pelo mundo afora. O Brasil precisa do seu trabalho, Sergio Moro. Temos muito a percorrer na construção de um país melhor para os brasileiros, mais justo e menos corrupto! O Estado Brasileiro precisa de você, Ministro! #FicaMoro #Moro".

"Limpar esse País"

Em 2016, ao votar pelo golpe do impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, o então deputado federal Alexandre Baldy (Podemos) disse na tribuna da Câmara: "Senhor presidente - referindo-se ao então presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, preso por corrupção alguns meses depois -, momento histórico que vivo e que agradeço a Deus por ter a oportunidade de ajudar meu povo a limpar esse País de mazelas, corrupção e maus feitos".

CPI do Cachoeira e Lava Jato

Alexandre Baldy passou quase incólume por duas investigações. Baldy é citado em esquemas de corrupção em Goiás desde 2012, principalmente por suas ligações com o bicheiro Carlinhos Cachoeira, quando era secretário de Indústria e Comércio do governo goiano, nas investigações da chamada "CPI do Cachoeira".

Apesar dos relatórios da CPI indicarem a sua participação em "supostas condutas criminosas", Baldy conseguiu se safar, assim como se safou também da impiedosa Lava Jato em investigações que envolviam seu sogro, Marcelo Limírio Gonçalves, empresário bilionário do ramo farmacêutico, ex-sócio da Hypermarcas, e da Neoquímica, empresa de medicamentos, e seu maior financiador político - de acordo com informações do jornal Extra.

"É genro do empresário Marcelo Limírio e amigo pessoal de Carlos Cachoeira. Com efeito, as interceptações telefônicas colhidas no bojo da Operação Monte Carlo apresentam Alexandre Baldy colaborando em diversos pontos com a Organização Criminosa, seja facilitando ou executando, diretamente, nomeações em sua secretaria que atendem aos desideratos do líder da quadrilha, seja encaminhando pleitos econômicos do grupo criminoso em outras searas, tudo de modo a facilitar tanto a prática das ações ilícitas, quanto o êxito e a continuidade das condutas criminosas", afirma o relatório da CPI, em 2012.

Baldy foi apontado como o responsável por orientar dois procuradores do estado de Goiás a prejudicar uma transportadora a pedido de Carlinhos Cachoeira. As interceptações telefônicas confirmaram a proximidade entre Baldy e o bicheiro.

O relatório foi rejeitado e nenhuma das investigações levaram Baldy à prisão. Com candidatura milionária financiada pelo sogro, ele acabou eleito deputado federal (Podemos-GO) e, em 2017, assumiu o Ministério das Cidades do governo Michel Temer.

Em 2017, Baldy também foi citado pelo operador Lucio Funaro em sua delação premiada, que apontou um suposto favorecimento de Baldy à Hypermarcas, ex-empresa de seu sogro.

Em 2019, foi nomeado para a Secretaria de Transportes do governo João Doria.

Em nota, Alexandre Baldy traçou seu perfil como tendo sua vida pautada pelo trabalho, correção e retidão. "Foi desnecessário e exagerado determinar uma prisão por supostos fatos de 2013, ocorridos em Goiás, dos quais Alexandre sequer participou. Alexandre sempre esteve à disposição para esclarecer qualquer questão, jamais havendo sido questionado ou interrogado, com todos os seus bens declarados, inclusive os que são mencionados nesta situação. A medida é descabida e as providências para a sua revogação serão tomadas".


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