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1º de Maio - Dia do Trabalhador

  • há 19 minutos
  • 2 min de leitura

Por José Juvino

Dirigente Sindical


Há, aproximadamente 140 anos, no século XIX, dezenas de trabalhadores foram mortos, bem como centenas feridos, pela violenta repressão de policiais contra os manifestantes que defendiam a redução da jornada de trabalho e melhores condições de emprego. Esse fato ocorreu em 1886, na cidade de Chicago-EUA, durante uma greve geral, comandada por líderes sindicais, que entrou para a história do sindicalismo mundial.


No próximo 1º de MAIO, 140 anos exatamente da greve geral, data esta que deverá caber aos dirigentes sindicais atuais fazerem uma reflexão: será que nada mudou? A luta dos trabalhadores continua a mesma? Esta é uma questão que se põe imperativamente no movimento, visto que a principal pauta atual continua sendo a redução da jornada de trabalho, de 44 horas semanais para 40 horas, a tão falada escala 6x1.


O 1º de MAIO, historicamente, simboliza a luta da classe trabalhadora por melhores condições de trabalho, remuneração condizente, reivindicações de direitos trabalhistas e uma ampliação de benefícios sociais. Neste contexto, a conscientização da classe trabalhadora se faz necessária. Entendo que está é uma tarefa principal do movimento sindical que iniciou na luta em 1886, quando da greve geral em 1º de Maio. Infelizmente, o que vemos é que nesta data, a luta da classe trabalhadora ganhou um novo formato: considera-se um dia de descanso ou de festas, regadas a prêmios, comidas e muita alegria, o verdadeiro pão e circo de outrora.


Com isto, as elites dominantes ofuscam uma data tão simbólica que representa o suor, sangue e lágrimas, transformando-a em um dia de alienação coletiva. E, pasmem, com o aval do “movimento sindical”!


NÃO PODEMOS ESQUECER QUE O FINAL DA PALAVRA TRABALHADOR TERMINA EM DOR...

PENSEM NISSO!

 
 
 

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