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62 graus: produção de show proibiu entrada com garrafas de água

Além da Time for Fun (T4F), produtora do show da cantora Taylor Swift no Brasil, ter proibido a entrada de garrafas de água durante o show no Estádio Olímpico Nilton Santos, o Engenhão, há relatos de que os socorristas que prestaram atendimento às pessoas que passaram mal em razão do calor extremo teriam medicado os fãs com clonazepam (Rivotril), remédio de tarja preta. São várias as denúncias contra a T4F nas redes sociais, depois que a jovem Ana Clara Benevides Machado, de 23 anos, fã da cantora estadunidense, morreu durante a 2ª música da apresentação desta sexta-feira (17/11). Um internauta também chamou atenção para os tapumes usados para separar o público em diferentes áreas, que teriam impedido a circulação de ar.

Calor extremo: Ana Clara Benevides Machado, de 23 anos, fã de Taylor Swift, morreu durante a 2ª música da apresentação nesta sexta-feira (17/11) / Reprodução

Na noite do show, a plateia enfrentou uma sensação térmica próxima dos 62 °C. De acordo com a Prefeitura do Rio, Ana Clara sofreu uma parada cardiorrespiratória e foi encaminhada ao Hospital Municipal Salgado Filho às 20h50. Apesar das tentativas de reanimação, a jovem não resistiu. Além da morte de Ana, cerca de mil fãs da artista desmaiaram.


Acesso à água


Com a proibição da entrada de garrafas de água no show, a T4F praticamente obrigou os 60 mil fãs que lotaram o estádio a comprar no local do evento, ao preço inflacionado de R$ 10. Em seu prerfil no X (antigo Twitter), o ministro da Justiça, Flávio Dino, anunciou neste sábado (18/11) que sua pasta vai editar ainda hoje normas emergenciais sobre o fornecimento de água em shows e espetáculos.


"A Secretaria do Consumidor do Ministério da Justiça vai adotar as medidas imediatas, com a edição de normas emergenciais e notificações, ainda hoje, acerca de ACESSO À AGUA em shows e outros espetáculos públicos. E também vai adotar as medidas relativas às responsabilidades pelos danos já causados, em diálogo com os demais órgãos do Sistema Nacional do Consumidor", afirmou o ministro em seu perfil oficial no X (antigo Twitter).


Um abaixo-assinado virtual pede a criação da Lei Ana Benevides, para garantir distribuição gratuita de água em shows.


Empresa lamenta morte de fã


A Time For Fun se pronunciou pela primeira vez após a morte de Ana Benevides. A sensação térmica durante o evento chegou perto dos 60°C, mas o tema não foi abordado, assim como a proibição da entrada de água no estádio.


“Ana Clara se sentiu mal e foi prontamente atendida pela equipe de brigadistas e paramédicos, sendo encaminhada ao posto médico do Estádio Nilton Santos para o protocolo de primeiros socorros. Diante do quadro, a equipe médica optou pela transferência ao Hospital Salgado Filho, onde, após quase uma hora de atendimento emergencial, infelizmente veio a óbito”, escreveu a “T4F”.




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