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Caminhoneiros prometem greve: redução do ICMS 'será ineficaz'

  • 14 de jun. de 2022
  • 2 min de leitura

Atualizado: 14 de jun. de 2022


(Foto: Abrava)

A Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores (Abrava) apontou nesta terça-feira (14) como ineficaz o projeto governista aprovado no Senado que fixa em 17% o teto do ICMS cobrado pelos estados sobre o preço dos combustíveis nos postos de combustíveis. "Qualquer percentual, de qualquer produto, que se anuncie retirar do preço do combustível será ineficaz para sua efetiva redução", diz o texto divulgado.

De acordo com a entidade nacional dos caminhoneiros, presidida por Wallace Landim, conhecido como Chorão, a proposta é uma "medida temporária" e que pode não ter qualquer efeito sobre o preço praticado nas bombas. Segundo ainda a entidade, se não houver garantia de ressarcimento integral das despesas de viagem do caminhoneiro autônomo, "a categoria vai parar".

“De uma forma ou de outra, mantendo-se essa política cruel de preços da Petrobras, sem a garantia que o caminhoneiro autônomo tenha suas despesas de viagem integralmente ressarcidas, a categoria vai parar. Se não for por greve, será pelo fato de se pagar para trabalhar. A greve é o mais provável e não demora muito”, afirmou a entidade.

A entidade afirma ainda que o ministro da Economia, Paulo Guedes, é o principal “responsável” pela situação no preço dos combustíveis e criticou a política de reajuste de preços da Petrobrás - a chamada política de preço de paridade de importação (PPI), que vem rendendo dividendos astronômicos distribuídos aos acionistas, na maioria estrangeiros, e uma arrecadação cada vez maior pelo governo federal.

“O governo se acomodou e por ironia do destino o ministro apelidado de posto Ipiranga, que deveria resolver esse problema, é o grande culpado deste caos, e hoje chegamos neste ponto crítico, sendo que ainda temos sérios riscos de falta de combustível”, afirmou a Abrava, conforme o Estadão.

“Muitos especialistas afirmam que esse problema tem soluções viáveis, mas está claro que essa não é a prioridade, o que vemos é um governo desesperado [com a proximidade das eleições]”, acentuou a Ambrava.

Segundo cálculos do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), durante o governo Bolsonaro, de janeiro de 2019 a maio de 2022, o óleo diesel aumentou 165,6%, nas refinarias. No mesmo período, o salário mínimo aumentou 21,4%.






 
 
 

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