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Caso Master: PF investiga contratação de influenciadores para atacar o BC


(Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
(Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

A Polícia Federal (PF) abriu um inquérito para apurar a existência da orquestração de um ataque ao Banco Central por meio das redes sociais, após a autoridade monetária ter liquidado o Banco Master.


As suspeitas surgiram após denúncias de influenciadores digitais de direita, que disseram ter sido abordados com propostas financeiras para produzir conteúdo contra o BC.


Um dos casos que se tornaram público foi relatado por Rony Gabriel, vereador de Erechim, no Rio Grande do Sul, pelo PL. Em entrevista ao Globo, ele disse ter sido procurado por executivos ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master.


Segundo o relato, a manobra seria criticar a liquidação do Master e colocar em xeque a credibilidade do BC e de seus principais dirigentes.


Num levantamento preliminar, a PF apurou que pelo menos 46 perfis teriam atuado na campanha contra o BC, sendo que grande parte das contas não têm ligações com temas econômicos. Os principais alvos das publicações são o ex-diretor de Organização do Sistema Financeiro do BC, Renato Gomes, o diretor de Fiscalização, Ailton de Aquino, e também o presidente do banco, Gabriel Galípolo.


O banco Master já é investigado no Supremo Tribunal Federal (STF), em inquérito sob a relatoria do ministro Dias Toffoli, por suspeitas de fraude financeira bilionária em operações envolvendo a compra da instituição pelo BRB, banco do Distrito Federal.


O negócio foi barrado pelo BC, sob a suspeita de que o banco público vinha adquirindo carteiras de crédito podres, ou seja, sem nenhum lastro em ativos reais.


Até o momento não há um número oficial para o rombo, com estimativas que vão de R$ 2,4 bilhões a R$ 4 bilhões. Os investigados, incluindo Vorcaro, já começaram a ser ouvidos pela PF.


Com as denúncias sobre uma suposta campanha negativa contra o BC nas redes sociais, a PF produziu um relatório preliminar, no qual concluiu que existem indícios de possíveis crimes, e o entregou a Toffoli.


O ministro examinou postagens e outras informações antes de autorizar a abertura de um novo inquérito específico sobre a suposta campanha difamatória.


Os investigadores devem agora apurar eventual pagamento aos influenciadores e identificar quem ordenou as publicações, uma vez que esse tipo de ação paga e orquestrada configuraria crime contra as instituições.

 
 
 

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