Chocolate de Flávio virou mansão de R$ 6 milhões. Veja o vídeo


Fachada da mansão de 2.400 m² na área mais nobre de Brasília, comprada por R$ 6 milhões (Reprodução)

Acusado pelo Ministério Público do Rio por corrupção e lavagem de dinheiro - com compra e venda de imóveis -, o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) afirmou nesta terça-feira (2), após se tornar pública sua nova mansão de R$ 6 milhões no Lago Sul (área mais nobre de Brasília), que comprou o imóvel com recursos da venda de um apartamento no Rio e de uma franquia de chocolates. Flávio disse ainda que a maior parte do valor da operação foi feita com financiamento bancário.

O filho 02 do presidente Jair Bolsonaro é réu no processo da rachadinha, no qual o Ministério Público do Rio (MP-RJ) o acusa de lavar dinheiro por meio da compra e venda de dezenas de imóveis residenciais e comerciais, incluindo a cobertura onde morava e a loja de chocolates em endereços nobres na Barra da Tijuca, Zona Oeste da cidade.

O novo imóvel em Brasilia, localizado em uma área batizada de "Setor de Mansões Dom Bosco", tem 2.500 m² e foi comprado no dia 29 de janeiro. Constam como compradores Flávio e a mulher, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, com quem é casado sob comunhão parcial de bens. A vendedora é a RVA Construções e Incorporações, que se apresenta em seu site na internet como "empresa referência na área Corporativa e Governamental", fundada em 2014.

'Financiamento suspeito'

Segundo levantamento do Globo, a certidão do imóvel registra que houve a contratação de um financiamento junto ao Banco de Brasília (BRB) para o pagamento de R$ 3,1 milhões. Serão 360 prestações mensais, com taxas de juros entre 3,65% e 4,85%. Flávio ganha salário de R$ 33 mil mensais como senador, que após os descontos é reduzido para R$ 24,9 mil.

O financiamento de R$ 3,1 milhões pelo banco público também levantou suspeitas. O jornalista André Shalders levantou que "o simulador imobiliário do BRB 'parece' mostrar que a instituição ofereceu condições mais vantajosas a Flávio do que ao público em geral". O jornalista afirma que, segundo o simulador do banco, um financiamento naquela monta exigiria uma renda mínima de R$ 46,8 mil, bem acima do salário de Flávio no Senado.

O BRB, que tem como maior acionista o governo do Distrito Federal, é presidido pelo executivo Paulo Henrique Costa, que tem o nome cotado para assumir a presidência do Banco do Brasil. Ele é ligado ao governador do DF, Ibaneis Rocha, aliado do clã Bolsonaro.

Ainda de acordo com o levantamento, o valor do imóvel é quase quatro vezes o patrimônio declarado por Flávio Bolsonaro nas eleições de 2018, quando informou possuir bens no valor total de R$ 1,7 milhão, incluindo dois imóveis e a participação na loja de chocolates.

Vitória em tribunal superior

Em 23 de fevereiro, a 5ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) deu uma grande vitória ao filho 01 do presidente da república ao votar pela anulação da quebra de seu sigilo fiscal e bancário no caso das rachadinhas. O relator do caso, ministro Felix Fishcher, foi voto vencido (4 a 1) ao defender que a quebra de sigilo foi "justificada e ratificada", cumprindo com o amplo direito à defesa. Os ministros João Otávio Noronha, Reinaldo Soares da Fonseca, Ribeiro Dantas e Joel Ilan Parcionik divergiram do relator, anulando uma decisão de abril de 2019 do juiz Flávio Itabaiana, da 27ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, que se estendia a outros acusados de participação no esquema de desvio de dinheiro público na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), entre eles, o ex-assessor do clã Bolsonaro, Fabrício Queiroz, apontado como o operador do esquema criminoso. Flávio foi deputado estadual entre 2003 e 2018, ano em que foi eleito senador da República.

Ao investigar se o senador cometeu crimes de lavagem de dinheiro e de falsidade ideológica no inquérito eleitoral que mirou tanto suas negociações de imóveis como a sua declaração de bens, a Polícia Federal concluiu, em fevereiro do ano passado, não haver indícios de crimes.



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