Ciro promete manter petróleo, energia e água estatais


O ex-ministro e líder do PDT Ciro Gomes afirmou nesta segunda-feira (8) que tudo que for petróleo e energia permanecerá estatal no Brasil em caso de um governo dele. Ao comentar o tema sobre privatização da Eletrobras, em entrevista ao colunista do UOL Kenndy Alencar, Ciro enfatizou que tomará de volta o sistema de água nacional caso venha a ser privatizado por Bolsonaro e ainda enfatizou: "Nenhum país sério no mundo entrega o seu regime de água, muito menos ao estrangeiro. Quero anunciar solenemente que se o Bolsonaro cometer o crime de entregar o regime de água do Brasil ao capital estrangeiro ou ao setor privado brasileiro, eu vou nacionalizar de volta. Tudo o que for indústria de petróleo e tudo que for de energia permanecerão no meu governo nacionais e estatais", afirmou.

Dentre outros temas, Ciro falou também da mansão em Brasília comprada por R$ 6 milhões pelo senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ). Ciro disse que Bolsonaro corrompeu os filhos.

"O Bolsonaro só é valente até a hora que a gente encara ele, eu conheço o Bolsonaro, isso é um frouxo de longa data. Picareta, frouxo, bandido, ele que corrompeu os filhos, as mulheres. Esse filho dele comprou a mansão de R$ 6 milhões uma hora dessas. Significa sabe o quê? Na cabeça dele eles compraram as instituições. E está funcionando para eles", disse o ex-ministro.

Ainda sobre o caso Flávio, Ciro criticou também a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que, no mês passado, anulou a quebra de sigilo bancário e fiscal do filho 02 do presidente da república.

"Qual a explicação para a Quinta Turma do STJ anular evidências flagrantes, documentadas, de que o Flávio Bolsonaro é um ladrão que desviou milhões de dinheiro público na Assembleia do Rio de Janeiro? Fica nossa mídia brincando, chamando de rachadinha, o nome disso é peculato", disse ele.

Ciro referiu-se ainda à inação do procurador-geral da República, Augusto Aras, e do Congresso com o caso.

"Isso tudo está passando na frente da cara do senhor Aras, do [Arthur] Lira [presidente da Câmara]. Do Lira eu não espero nada, porque o Lira está trocando a imunidade dele próprio. O Lira é um bandido, todo mundo conhece o Lira. Não é o caso do [Rodrigo] Pacheco [presidente do Senado]. Nós, por exemplo, do PDT votamos nele, e espero que a gente não se arrependa. Eu ainda acho que ele ainda tem que entender, grande mineiro que é, que seu dever de lealdade com Minas Gerais e com o Brasil é muitas vezes maior do que a vontade que ele tem de ser agradável ao Bolsonaro, sob pena de rasgar uma biografia respeitável", afirmou Ciro.


Para ver a entrevista na íntegra disponível no site do UOL: https://noticias.uol.com.br/ao-vivo/2021/03/08/uol-entrevista-com-ciro-gomes.htm

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