Descoberta CPU escondida no 'QG da propina' de Crivella


Uma CPU escondida em um duto de ar condicionado foi encontrada nesta segunda-feira na sede da Riotur, que fica na Cidade das Artes, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro. A Riotur foi apontada por investigadores da Polícia Civil e do Ministério Público do Rio (MP-RJ) como o órgão municipal onde era centralizado o chamado "QG da propina", um esquema de corrupção na gestão do ex-prefeito Marcelo Crivella (Republicanos). A máquina estava protegida por uma espuma, mas não havia memória ou unidade de HD dentro dela, apenas uma identificação da Prefeitura do Rio de Janeiro. A Polícia Civil iniciou investigação para identificar o usuário do equipamento.

CPU é a sigla para Central Process Unit, ou Unidade Central de Processamento. É o principal item de hardware do computador, responsável por calcular e realizar tarefas determinadas pelo usuário e é considerado o cérebro do PC.

O equipamento estava em uma sala, onde ficava a vice-presidência do órgão. No mesmo andar funcionava a presidência e salas da diretoria, uma delas era ocupada por Rafael Alves, apontado como operador do esquema criminoso. Alves não tinha cargo oficial na Prefeitura, mas era da sala do "QG", segundo os investigadores, que ele fazia contatos e atendia empresas interessadas em firmar contratos ou precisavam receber restos a pagar, sendo cobrado percentuais em propina sobre os valores que eram devidos. Desse esquema, a denúncia que envolve o ex-prefeito aponta que ao menos R$ 53 milhões teriam sido arrecadados através de empresas de fachada em nome de laranjas.

Crivella e Alves cumprem prisão preventiva desde o último dia 22. Sendo que o ex-prefeito foi beneficiado por uma liminar do presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Humberto Martins, e cumpre em domiciliar com tornozeleira eletrônica desde a véspera do Natal.

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