Exército abre investigação interna sobre uso de viaturas no plano golpista
- 1 de dez. de 2024
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O Exército Brasileiro abriu uma investigação interna depois que o relatório da Polícia Federal (PF) sobre a trama golpista urdida pelo entorno de Jair Bolsonaro (PL) em 2022 apontou que várias viaturas de propriedade de quartéis de Goiânia foram usadas por militares enquanto tentavam colocar o plano em prática.
Noticiada inicialmente pela Folha de São Paulo, a informação foi confirmada pelo Exército ao jornal. "Foi instaurado um procedimento administrativo a fim de verificar o cumprimento das medidas regulamentares para o uso de viaturas no âmbito daquela Organização Militar", disse o Exército, em nota, acrescentando que a investigação interna é realizada pelo Comando de Operações Especiais, grupo de elite da Força composto pelos chamados "kids pretos". Entre os 24 militares indiciados pela PF - de um total de 37 indiciados, incluindo Bolsonaro (capitão da reserva) -, alguns são integrantes dos "kids pretos".
De acordo com o relatório dos agentes federais, um dos veículos usados pelos militares envolvidos na trama pertence ao 1º Batalhão de Ações de Comandos (BAC) do Exército, e circulou junto ao carro de um dos integrantes de um grupo que se articulava com o general da reserva Mário Fernandes para tentar matar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Imagens de câmeras na rodovia BR-060 - que liga Goiânia a Brasília - mostraram o veículo pertencente ao Exército - um Palio, de cor preta, descaracterizado - se deslocando junto ao carro particular de Rafael de Oliveira, um dos investigados no plano de assassinato do ministro.
Os registros foram feitos em 15 de dezembro de 2022, dia em que, segundo a PF, os acusados planejavam o ataque ao ministro do Supremo. O plano foi abortado naquela noite, e os veículos retornaram a Goiânia, conforme imagens gravadas pouco depois da meia noite do dia 16.
Pelo menos outras seis veículos do Exército foram identificados pela PF percorrendo o trecho entre Goiânia e Brasília no fim de 2022. O caso está sendo apurado pela Força.









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