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Fenaj denuncia 'cumplicidade da mídia hegemônica' com agressão à Venezuela

  • 4 de jan.
  • 4 min de leitura

Aeronaves americanas bombardeiam Caracas (Reprodução de vídeo/redes sociais)
Aeronaves americanas bombardeiam Caracas (Reprodução de vídeo/redes sociais)

Em uma nota pública divulgada neste sábado (3), a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) repudiou a agressão militar dos Estados Unidos à Venezuela e denunciou "a cumplicidade da mídia hegemônica" na construção de narrativas que criminalizam a Venezuela e naturalizam intervenções militares estadunidenses.


Segundo a Fenaj, a ação desencadeada pelo governo de Donald Trump coloca em risco a população civil venezuelana, aprofundando a instabilidade em toda a América Latina e o Caribe.


"Rechaçamos as narrativas falsas que minimizam o sequestro do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. Tais alegações configuram uma operação de guerra informacional, baseada em acusações infundadas, que busca justificar a intervenção externa, o saque das riquezas naturais venezuelanas e a imposição de interesses geopolíticos alheios à vontade do povo do país", diz um trecho da nota..


"A FENAJ denuncia, ainda, o papel histórico e recorrente de grandes conglomerados de comunicação e da mídia hegemônica, nacional e internacional, na construção de narrativas que criminalizam a Venezuela, deslegitimam seu governo eleito e naturalizam sanções, bloqueios econômicos e intervenções militares", diz a nota, acrescentando: "A desinformação sistemática, o silenciamento de vozes dissidentes e a reprodução acrítica de versões oficiais do imperialismo criam o ambiente político e simbólico que sustenta a violência e a ruptura da legalidade internacional".


ABI

A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) também repudiou o ataque estadunidense e o sequestro do presidente Nicolás Maduro e sua esposa e se solidarizou com o povo venezuelano. De acordo com a ABI, a ação dos Estados Unidos no país sul-americano "é um atentado gravíssimo à paz mundial e à soberania do nosso continente e abre um precedente perigoso".


"A democracia e os conflitos internos de uma nação devem ser resolvidos pelo seu próprio povo, com o diálogo, a diplomacia e a autodeterminação, e nunca pela força das bombas e pela intervenção militar estrangeira", diz o comunicado da ABI.


Veja a seguir a íntegra das notas da Fenaj e da ABI:


"NOTA PÚBLICA | Contra a agressão militar à Venezuela e a cumplicidade da mídia hegemônica


A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) manifesta seu mais veemente repúdio à agressão militar perpetrada pelos Estados Unidos contra a República Bolivariana da Venezuela, ocorrida na madrugada deste sábado (3/01), com ataques que atingiram diversas regiões do país, inclusive a capital Caracas, colocando em risco a população civil e aprofundando a instabilidade em toda a América Latina e o Caribe.


A ofensiva, impulsionada pela escalada belicista do governo de Donald Trump, representa mais uma grave violação da Carta das Nações Unidas, do direito internacional e do princípio da autodeterminação dos povos. Trata-se de uma ação que retoma a lógica da guerra, da ingerência e da força como instrumentos de política externa, com consequências imprevisíveis para a região.


A FENAJ denuncia, ainda, o papel histórico e recorrente de grandes conglomerados de comunicação e da mídia hegemônica, nacional e internacional, na construção de narrativas que criminalizam a Venezuela, deslegitimam seu governo eleito e naturalizam sanções, bloqueios econômicos e intervenções militares. A desinformação sistemática, o silenciamento de vozes dissidentes e a reprodução acrítica de versões oficiais do imperialismo criam o ambiente político e simbólico que sustenta a violência e a ruptura da legalidade internacional.


Rechaçamos as narrativas falsas que minimizam o sequestro do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. Tais alegações configuram uma operação de guerra informacional, baseada em acusações infundadas, que busca justificar a intervenção externa, o saque das riquezas naturais venezuelanas e a imposição de interesses geopolíticos alheios à vontade do povo do país.


Há anos, a Venezuela é alvo de sanções ilegais, bloqueios econômicos, ameaças militares e ações de desestabilização que penalizam diretamente a população civil. Os ataques recentes, com bombas e mísseis atingindo áreas urbanas, agravam ainda mais o sofrimento de milhões de pessoas, especialmente crianças, idosos, trabalhadores e os setores mais vulneráveis, configurando grave violação do direito internacional humanitário.


A FENAJ reafirma sua solidariedade ao povo venezuelano e aos jornalistas e comunicadores do país que lutam contra o bloqueio midiático. Defendemos que quaisquer conflitos sejam resolvidos exclusivamente por meios diplomáticos, com respeito absoluto à soberania nacional e à legalidade internacional.


Por fim, a Federação convoca jornalistas, sindicatos, veículos independentes e organizações democráticas a denunciar a escalada militar, a guerra informacional e a cumplicidade da mídia colonizada, reafirmando o compromisso ético do jornalismo com a verdade, a paz, os direitos humanos e os povos da América Latina.


Brasília, 3 de janeiro de 2026

Federação Nacional dos Jornalistas – FENAJ"



"ABI REPUDIA ATAQUE DOS ESTADOS UNIDOS À VENEZUELA


A ABI repudia com veemência o ataque militar dos Estados Unidos contra a Venezuela e o sequestro do presidente Nicolas Maduro e sua esposa. Esse é o primeiro ataque norte-americano em solo sul-americano, é um atentado gravíssimo à paz mundial e à soberania do nosso continente e abre um precedente perigoso.


A democracia e os conflitos internos de uma nação devem ser resolvidos pelo seu próprio povo, com o diálogo, a diplomacia e a autodeterminação, e nunca pela força das bombas e pela intervenção militar estrangeira.


O ataque de hoje é um desrespeito ao Direito Internacional e um retorno aos tempos mais sombrios do imperialismo.


A ABI manifesta sua solidariedade ao povo venezuelano e apela aos organismos internacionais (ONU e CELAC) para que intercedam em busca de uma solução pacífica e pela preservação da soberania da nossa região.


Rio de Janeiro, 03 de janeiro de 2025

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE IMPRENSA"

 
 
 

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