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Fome e saques: ONU afirma que Gaza precisa de mais alimentos

  • 25 de mai. de 2025
  • 2 min de leitura

Caminhões de ajuda humanitária começam a chegar na Faixa de Gaza (Foto: Jehad Alshrafi)
Caminhões de ajuda humanitária começam a chegar na Faixa de Gaza (Foto: Jehad Alshrafi)

Desde que Israel flexibilizou o bloqueio à Faixa de Gaza na segunda-feira (19), 305 caminhões com alimentos e suprimentos médicos entraram pelo posto de Kerem Shalom, segundo o Exército israelense. No entanto, a ONU alerta que seriam necessários entre 500 e 600 caminhões por dia para atender adequadamente a população.


Até agora, apenas 119 caminhões com ajuda humanitária foram registrados por uma rede de grupos palestinos, revelando a lentidão e insuficiência da assistência humanitária ao enclave.


Apesar da entrada de caminhões, a distribuição dos suprimentos tem sido caótica. Segundo a Reuters, grupos armados saquearam carregamentos perto de Khan Younis, inclusive alimentos destinados a crianças famintas. A rede de organizações humanitárias palestinas denunciou os ataques e também criticou bombardeios israelenses contra equipes de segurança que protegiam os comboios.


O Programa Mundial de Alimentos da ONU relatou que 15 caminhões com farinha foram saqueados, refletindo o desespero da população. A organização destacou que a fome e a ansiedade pela chegada de ajuda estão agravando a insegurança. Segundo o Hamas, seis membros de uma equipe de segurança foram mortos enquanto protegiam os carregamentos.


Israel impôs o bloqueio em março, acusando o Hamas de desviar ajuda humanitária, o que o grupo nega, afirmando que seus combatentes têm sido mortos tentando proteger os comboios. Ainda segundo a apuração, o Exército israelense não comentou os incidentes, mas um oficial militar acusou o Hamas de disfarçar saqueadores como guardas para interferir na distribuição da ajuda.


Com cerca de 2 milhões de pessoas concentradas em uma área cada vez menor, especialmente ao redor de Khan Younis, a pressão internacional por mais ajuda cresce. O secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou que, sem acesso rápido e seguro à ajuda, mais mortes ocorrerão e as consequências para a população serão profundas. O governo alemão também criticou a lentidão da resposta humanitária.


Israel anunciou um novo sistema de distribuição de ajuda, patrocinado pelos EUA e operado por empresas privadas, com quatro centros no sul de Gaza. No entanto, a ONU já declarou que não participará do sistema, alegando que ele subordina a ajuda a interesses políticos e militares. Israel afirma que apenas fornecerá segurança aos centros, sem se envolver diretamente na distribuição, mas a postura tem sido criticada por observadores.


Enquanto a ajuda chega de forma limitada, Israel continua sua ofensiva militar. O exército afirmou ter atingido 75 alvos em Gaza durante a noite, incluindo depósitos de armas e lançadores de foguetes. Pelo menos 25 palestinos morreram nesses ataques.


Da Sputnik Brasil, parceira do TODA PALAVRA

 
 
 

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