Groelândia: Premiê dinamarquesa diz que ataque dos EUA seria o fim da Otan
- Da Redação
- há 2 dias
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Em meio a novas ameaças do presidente Donald Trump de anexar a Groenlândia aos Estados Unidos, a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, afirmou que, se os americanos atacarem a ilha dinamarquesa, isso significaria o fim da aliança da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
“Acredito que se deve levar a sério o presidente norte-americano quando ele diz que quer a Groenlândia”, afirmou Frederiksen em uma entrevista à emissora dinamarquesa TV2. “Mas também deixarei claro que, se os EUA optarem por atacar militarmente outro país da Otan, então tudo acaba, incluindo a organização”, acrescentou, referindo-se claramente ao acordo de não agressão entre países membros da Otan - tanto os EUA quanto a Dinamarca fazem parte da aliança.
A ação militar dos EUA na Venezuela reacendeu as preocupações na Dinamarca de que a Groenlândia, um território dinamarquês autônomo, poderia enfrentar um cenário semelhante
Trump permanece determinado a tornar a Groenlândia parte dos Estados Unidos "de uma forma ou de outra", argumentando que navios de diversas nações navegam perto da costa norte do país, portanto Washington precisaria "ter cuidado". “Sim, nós precisamos absolutamente da Groenlândia. Precisamos dela para nossa defesa”, insistiu o presidente dos EUA em suas últimas declarações sobre o assunto.
No último sábado, Katie Miller, esposa do chefe de gabinete adjunto da Casa Branca, Stephen Miller, publicou uma imagem de um mapa da Groenlândia colorido com as cores da bandeira americana e a legenda “em breve”.
O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, classificou a foto como “desrespeitosa” e reiterou que o país “não está à venda”.
Sete líderes europeus emitem comunicado
Nesta terça-feira, os líderes da França, Alemanha, Itália, Polônia, Espanha, Reino Unido e Dinamarca emitiram uma declaração conjunta sobre a Groenlândia, após as últimas afirmações de Donald Trump.
"A Groenlândia pertence ao seu povo. Cabe à Dinamarca e à Groenlândia, e somente a elas, decidir sobre assuntos que lhes dizem respeito", declararam os líderes. Além disso, a declaração enfatizou que a segurança do Ártico "deve ser alcançada coletivamente" por meio dos esforços conjuntos de todos os aliados da OTAN, incluindo os Estados Unidos, "respeitando os princípios da Carta da ONU, como soberania, integridade territorial e inviolabilidade das fronteiras".
Além disso, os líderes enfatizaram que "o Reino da Dinamarca, incluindo a Groenlândia, é membro da OTAN" e acrescentaram que, como a região do Ártico é uma prioridade para a aliança militar, os países europeus aumentaram "sua presença, atividades e investimentos para manter a segurança no Ártico e dissuadir adversários". "A segurança no Ártico continua sendo uma prioridade fundamental para a Europa e é crucial para a segurança internacional e transatlântica", afirmaram.
Nesse contexto, os líderes europeus também lembraram Washington de que a Dinamarca não é apenas um de seus aliados na OTAN, mas também possui um acordo de defesa de 1951 com os Estados Unidos.
Com informações da RT






