Irã volta a fechar Estreito de Ormuz ante 'atos de pirataria' dos EUA
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O Irã anunciou neste sábado (18) que voltou a restringir o acesso de embarcações ao Estreito de Ormuz. De acordo com Ebrahim Zolfaghari, porta-voz do Quartel-General Central do Irã, a decisão foi tomada em resposta ao que chama de repetidas violações e "atos de pirataria e sabotagem" por parte dos Estados Unidos, sob o pretexto do bloqueio naval.
Zolfaghari explicou que Teerã havia permitido anteriormente o trânsito limitado de petroleiros após negociações, mas acusa Washington de violar os acordos.
“Até que os EUA restabeleçam a liberdade completa de navegação para embarcações de uma origem iraniana até seu destino, e do destino de volta para o Irã, a situação no estreito de Ormuz vai permanecer estritamente controlada e no seu estado anterior”, afirma comunicado divulgado pela imprensa estatal do Irã.
O chefe do Comitê de Segurança Nacional da Assembleia Nacional, Ebrahim Azizi, também emitiu uma mensagem direta após o anúncio do fechamento do Estreito de Ormuz. "Nós os avisamos, mas vocês nos ignoraram. Agora, aproveitem o retorno ao status quo", escreveu ele nas redes sociais.
O novo impasse coloca em xeque o cessar-fogo entre EUA e Irã, marcado para durar até a próxima quarta-feira (22). No entanto, as negociações entre os dois países não avançam. Enquanto isso, o presidente estadunidense, Donald Trump, afirma que vai manter a artilharia naval no canal, o que desagradou o governo iraniano.
Segundo autoridades iranianas, navios foram avisados de que não estão autorizados a cruzar a região, e a passagem permanecerá sob forte controle das Forças Armadas enquanto não houver garantia de livre circulação de embarcações iranianas. A rota é considerada estratégica, por concentrar cerca de 20% da passagem do petróleo mundial.









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