Israel intensifica ataques contra jornalistas palestinos
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O Sindicato dos Jornalistas Palestinos informou, nesta segunda-feira (20), que as forças de ocupação israelenses cometeram 467 violações contra a imprensa durante o primeiro semestre de 2026, incluindo a morte e a detenção de profissionais de mídia.
Durante uma coletiva de imprensa na Cisjordânia ocupada, o Comitê de Liberdades detalhou que esses ataques sistemáticos à imprensa livre incluíram mortes, detenções, agressões físicas, uso de munição real e obstrução do trabalho jornalístico em campo.
Vale destacar que a organização documentou 192 incidentes de censura e apreensão de equipamentos jornalísticos, o que representa mais de 41% dos casos relatados.
O relatório estatístico mensal indica que fevereiro registrou o maior nível de agressão por parte das tropas de ocupação, com 122 ataques contra jornalistas, seguido por janeiro (109), junho (89), maio (55), março (53) e abril (39 agressões documentadas).
Muhammad Al-Lahham, diretor do comitê sindical, afirmou que esses números evidenciam o ambiente hostil enfrentado pelos repórteres locais na Faixa de Gaza e na Cisjordânia.
Al-Lahham condenou veementemente a morte de oito jornalistas palestinos durante o primeiro semestre do ano — perdas que elevam para 264 o número total de profissionais de mídia mortos violentamente desde outubro de 2023.
As agressões físicas contra repórteres nos territórios ocupados durante esse período de seis meses incluíram 27 prisões arbitrárias, 29 incidentes de disparos direcionados e 78 ataques envolvendo gás lacrimogêneo e granadas de efeito moral.
As estatísticas oficiais também registraram 257 incidentes específicos envolvendo armas de fogo, a expulsão violenta de 19 jornalistas da histórica Mesquita de Al-Aqsa e o confisco de 22 equipamentos de trabalho essenciais. O sindicato documentou ainda invasões a sete residências e redações, o fechamento de três agências de notícias locais e o bloqueio cibernético de cinco portais de notícias digitais.
Numa perspectiva histórica mais ampla, registrou-se um total de 4.127 violações à liberdade de imprensa cometidas pelo regime israelense entre outubro de 2023 e junho de 2026. Esse histórico de guerra resultou na morte de 264 profissionais de mídia, ferimentos em 226 profissionais, na detenção de 193 jornalistas, na destruição total de 187 veículos de comunicação e no bombardeio de 140 residências familiares.
Da Telesur





