Lula critica Mendonça e diz que 'família Bolsonaro não vai escapar'

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste sábado (12), durante ato de campanha em Curitiba, que conversou com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, sobre vazamentos de investigações em andamento sobre o caso do Banco Master e que pediu ao ministro para tornar públicos todos os dados da investigação relacionada ao Banco Master.
Sem citar diretamente o ministro André Mendonça, relator do caso no STF, Lula criticoju a divulgação de partes dos processos e afirmou que não seria possível a um juiz relator “ficar soltando matérias pensadas” e divulgar “somente aquilo que interessava a ele”.
“Eu pedi para liberar todo o processo. E vamos deixar às claras para ver quem é de verdade ladrão e corrupto nesse país. E a família Bolsonaro não escapa. Estou feliz que o povo brasileiro vai saber a verdade. Quem fez o quê nesse país”, disse.
Lula também afirmou que seu governo foi responsável pela prisão de Vorcaro e pela interrupção dos golpes bilionários praticados pelo Banco Master. Segundo o presidente, a responsabilidade do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi a de transformar "um agiota" em banqueiro.
“Em 2019, eles pegaram um agiota e o transformaram em um banqueiro. O tal do banco Master, que tem esse Vorcaro, que corrompeu muita gente da República. Eles criaram um banqueiro e nós prendemos esse banqueiro. Eles abriram um banco e nós fechamos esse banco”, disse Lula durante o discurso.
Lula também voltouj a mencionar as investigações envolvendo seu filho Fábio Luís Lula da Silva e reafirmou que não haverá proteção caso ele tenha cometido algum erro.
“Eu acredito na inocência dele, mas, se ele cometeu um erro, ele terá que pagar pelo erro que cometeu. Isso vale para mim, vale para o meu filho, vale para qualquer ministro da Suprema Corte. Ninguém pode ser ministro da Suprema Corte para ficar rico”, disse.
Lula também relacionou o governo anterior às fraudes contra aposentados e pensionistas do INSS, ressaltando que a “quadrilha” responsável pelo esquema teria sido montada durante a gestão de Jair Bolsonaro.
O escândalo do INSS explodiu no governo Lula, mas a captura do órgão por entidades fraudadoras começou bem antes, no governo Michel Temer, de 2017 para 2018, quando os descontos em folha de aposentados cresceram 34%, alcançando R$ 617 milhões e já vinham sendo, naquela época, alvo de denúncias. Em 2019, o governo Jair Bolsonaro editou uma medida provisória que obrigava as associações a revalidar anualmente a filiação de seus beneficiários e a apresentar autorização expressa para os descontos. A regra, no entanto, foi logo afrouxada no Congresso, e a revalidação passou a ser exigida só a cada três anos..A Conafer, por exmeplo, teve um aumento vertiginoso na arrecadação: saltou de R$ 458 mil em 2019 para 59 milhões em 2020. Em 2022, último ano do governo Bolsonaro, só a Conafer já embolsava mais de R$ 96 milhões.











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