Lula: papel das Forças Armadas não é cuidar de urna eletrônica


(Foto: Ricardo Stuckert)

Para petista, é curioso que o mesmo sistema eleitoral sobre o qual Bolsonaro tanto questiona, é o mesmo que o elegeu presidente e tantas vezes quando era deputado. Ao mesmo tempo, Lula acredita que o mandatário quer fazer no Brasil o que Trump fez no Capitólio em 2021.

Na manhã desta sexta-feira (1º), durante entrevista para rádio Metrópole de Salvador, o ex-presidente Lula afirmou que as Forças Armadas não devem ficar aplicando seu tempo "cuidando de urnas eletrônicas", e que quem deve dar atenção ao assunto e a Justiça Eleitoral.

General, ex-ministro da Defesa e candidato a vice-presidente na chapa de Bolsonaro, Walter Braga Netto (PL) chegou a afirmar a empresários que a eleição pode ser suspensa se as exigências de Bolsonaro não forem aceitas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Lula enfatizou o fato de que Jair Bolsonaro, que tanto coloca em dúvida o sistema eleitoral brasileiro foi eleito deputado várias vezes através das urnas, e que os ataques feitos por ele são uma tentativa de "criar confusão para fazer a mesma coisa que o [ex-presidente americano Donald] Trump fez nos Estados Unidos".

"O papel das Forças Armadas não é cuidar de urna eletrônica. Quem tem que cuidar de urna eletrônica é a Justiça Eleitoral, quem tem que fiscalizar é a sociedade civil, e quem tem que fazer as mudanças é o Congresso Nacional. Esse cidadão [Bolsonaro] que não acredita nas urnas eletrônicas foi eleito vários mandatos de deputado pelo voto eletrônico. Os filhos dele foram eleitos. Ele foi eleito presidente da República pelo voto eletrônico. Não tem um prefeito questionando, não tem um governador questionando, não tem um deputado. Só ele. O que ele quer na verdade? Quer criar confusão, quer fazer a mesma coisa que o Trump fez nos Estados Unidos. Uma mentira contada mil vezes pode ganhar cara de verdade", disse.

Adicionalmente, o petista afirmou que as Forças Armadas deveriam se incumbir de sua "função muito nobre" de garantir a soberania nacional, vigiando as fronteiras secas e marítimas, em vez de se preocupar com o sistema de votação.

O petista centrou as críticas em "alguns militares ligados ao Bolsonaro", e também disse que o presidente "roubou em 2018, sendo eleito contando mentiras".

" Ele quer levantar a suspeita de que ele vai ser roubado. Roubar ele roubou em 2018, com as fake news. Roubar ele roubou sendo eleito contando mentira", acrescentou.


Com a Sputnik

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