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Líder chavista pede calma ao povo venezuelano; 'aqui não há covardes', diz


(Frame/DCABELLOR/INSTAGRAM)
(Frame/DCABELLOR/INSTAGRAM)

O ministro do Interior da Venezuela, Diosdado Cabello, publicou um vídeo no início da manhã deste sábado (3) cercado de militares armados pedindo calma e tranquilidade ao povo do país. Cabello é considerado o segundo político mais influente da Venezuela, depois do presidente Nicolás Maduro.


“Apelamos à calma entre o nosso povo. Confiem na liderança do alto comando político e militar, na situação que enfrentamos. Mantenham a calma, não deixem ninguém sucumbir ao desespero, não deixem ninguém facilitar as coisas para o inimigo invasor, o inimigo terrorista que nos atacou covardemente”, afirmou Cabello.


O vídeo, gravado antes do amanhecer, foi realizado após o ataque dos Estados Unidos à Venezuela e do sequestro do presidente Nicolas Maduro por militares estadunidenses. A vice-presidente do país, Delcy Rodrigues, pediu que os EUA dessem prova da vida de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.


Diosdado Cabello acrescentou que os bombardeios atingiram áreas civis e que o país "sabe o que fazer".


“Aqui temos um povo organizado, um povo que sabe o que tem que fazer. Esperamos que o mundo se manifeste contra este ataque, ou vocês, organizações mundiais, organismos globais, reconhecerão publicamente sua cumplicidade neste ataque invasor? Diante do assassinato de civis, das bombas caindo sobre prédios, sobre lugares habitados por civis”, completou o ministro chavista.


Cabello classificou o ataque de “criminoso” e “covarde” e afirmou ainda que o país está em completa calma após os bombardeios dos EUA, mas admitiu que o governo Trump teve uma vitória “parcial”.


“O país está completamente calmo. O que eles tentaram fazer com as bombas e mísseis que lançaram, só conseguiram parcialmente. E digo parcialmente porque esperavam que o povo talvez se revoltasse, agisse com covardia. Aqui não há covardes”, afirmou.


Entenda

O ataque dos Estados Unidos contra a Venezuela marca um novo episódio de intervenções diretas de Washington na América Latina. A última vez que os EUA invadiram um país latino-americano foi em 1989, no Panamá, quando os militares norte-americanos sequestraram o então presidente Manuel Noriega, acusando-o de narcotráfico.


Assim como fizeram com Noriega, os Estados Unidos acusam Maduro de liderar um suposto cartel venezuelano De Los Soles, sem apresentar provas. Especialistas em tráfico internacional de drogas questionam a existência desse cartel.


O governo de Donald Trump estava oferecendo uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem a prisão de Maduro.


Para críticos, a ação é uma medida geopolítica para afastar a Venezuela de adversários globais dos Estados Unidos, como China e Rússia, além de exercer maior controle sobre o petróleo do país, que é dono das maiores reservas de óleo comprovadas do planeta.


Com a Agência Brasil

 
 
 

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