MPF abre 3 inquéritos sobre política ambiental de Bolsonaro


Ex-ministro Ricardo Salles, agora investigado em inquérito (Foto: Divulgação/Ministério do Meio Ambiente)

A Procuradoria da República do Distrito Federal (DF) determinou a abertura de três investigações para apuração de atos do governo do presidente Jair Bolsonaro na área ambiental. Os inquéritos devem analisar os atos tomados pelas autoridades federais com indícios de improbidade administrativa.

Estão na mira a divulgação pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) de dados irreais relacionados às queimadas no Brasil nos últimos 10 anos, a liberação recorde do uso de agrotóxicos entre 2019 e 2020, e a investigação de casos de nomeação de policiais militares para os cargos de chefia no âmbito do Ibama - com prejuízo institucional, por inaptidão profissional dos nomeados para os cargos.

Dados do Ministério da Agricultura revelaram que no ano passado o governo liberou 493 novos usos de agrotóxicos, inexplicavelmente o maior número dos últimos 20 anos.

Além do "liberou geral" dos agrotóxicos das multinacionais, a gestão do ex-ministro Ricardo Salles à frente do Meio Ambiente foi marcada pela nomeação de PMs (apoiadores de Bolsonaro) para cargos comissionados, diretorias da sede do Ibama e superintendências. Salles deixou o governo pressionado por investigações que envolvem seu nome em esquemas de contrabando de madeira ilegal na Amazônia, além de acusações de atuar sempre contra a fiscalização e proteção ambiental.

Um dos inquéritos irá investigar o fato de a Secom ter publicado informações falsas para esconder o quadro real das queimadas registradas no país no ano passado. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o Inpe, confirmou que a mensagem da Secom não correspondia à realidade.

Toda Palavra_Banner_300x250_Celular.gif
1/3
NIT_728x90-03.gif
NIT_300x250-01.jpg