Mulheres fazem ato na porta do Plaza: 'Parem de nos matar!'


O grupo Levante Feminista Contra o Feminicídio realizou nesta segunda-feira, 7, às 18h30, um ato contra o feminicídio, em frente ao Plaza Shopping, no Centro de Niterói. A manifestação pediu justiça no caso da jovem Vitórya Melissa Mota, de 22 anos, assassinada na última quarta-feira, 2, a facadas na praça de alimentação do centro comercial.


Matheus dos Santos da Silva, de 21 anos, desferiu as facadas contra Vitórya. Amigos da vítima contaram que Matheus era apaixonado pela jovem e que ele se declarou para ela recentemente, mas que não foi correspondido. Na última quinta-feira, 3, o rapaz foi transferido para o sistema prisional e responderá à Justiça por crime de feminicídio.


"Desde a quarta-feira estamos acompanhando a família. Sabemos o que eles têm passado todos os dias. É injustificável o que aconteceu, a não ser uma cultura machista que trata as mulheres como objetos. Não é um caso único: tivemos no mesmo dia [da morte de Vitórya] uma tenente esfaqueada no interior da Marinha. Isso acontece porque os homens não aceitam mulheres fortes e em lugares de poder", afirmou a Coordenadoria de Direitos da Mulher de Niterói (Codim), Fernanda Sixel.


O ato contou com a participação de lideranças políticas, coletivos feministas, familiares e amigos de Vytórya Melissa. Os discursos destacaram também a indignação contra os crimes de feminicídio que ocorrem pelo país e cobraram ações mais efetivas para o cumprimento das leis contra os responsáveis.


"Duas dimensões são importantes neste ato: o primeiro é a nossa luta, porque nós lutamos a vida toda para conseguir fazer leis como a Maria da Penha para proteger as mulheres; o segundo é o combate a mentalidade do patriarcado, a mentalidade do machismo! O machismo é um instrumento que possibilita aos homens acharem que são donos do corpo da mulher', apontou a vereadora Verônica Lima (PT).


"É mais um dia de lamento e de tristeza. É mais uma de nós que se foi. Mas é mais uma de nós que reúne muitas de nós para fazer o enfrentamento que se faz necessário no Brasil patriarcal de todos os dias. Nenhuma de nós caminha sozinha", declarou a vereadora Benny Briolly.

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