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Na ONU, China exige reabertura de Ormuz e fim das sanções contra o Irã

  • há 2 horas
  • 2 min de leitura

Dados do Copernicus Sentinel 2025 (Getty Images)
Dados do Copernicus Sentinel 2025 (Getty Images)

A China exigiu a reabertura imediata do Estreito de Ormuz e o fim do bloqueio dos EUA contra o Irã neste sábado (2), no Conselho de Segurança das Nações Unidas. O embaixador Fu Cong alertou que o fechamento dessa via navegável estratégica e as sanções unilaterais estão devastando a economia global.


O diplomata chinês Fu Cong descreveu as sanções impostas por Washington contra navios chineses que transportam petróleo iraniano como ilegais e inaceitáveis.


Apesar dessas medidas coercitivas, dados recentes da empresa Kepler revelaram que o fluxo de petróleo bruto para o gigante asiático atingiu 985.000 barris por dia na primeira quinzena de abril.


Essa situação, gerada pela guerra travada pelos Estados Unidos e Israel contra a nação persa, impacta diretamente a estabilidade global. O enviado chinês enfatizou que o conflito na região causou imensos danos ao povo iraniano e às nações vizinhas.


Além disso, criou uma profunda incerteza diplomática devido aos constantes apelos por tréguas temporárias, seguidos por ameaças de novas ofensivas.


A China reiterou seu firme apoio ao Irã na defesa de sua soberania e direitos contra operações militares estrangeiras, denunciando a interferência externa em seus assuntos internos.


Pequim criticou a persistente interferência de Washington nos assuntos internos de outros Estados, uma prática que, segundo a China, mina a soberania nacional, aumenta a instabilidade regional e contradiz os princípios fundamentais da Carta da ONU.


Mediação Internacional

Em 31 de março, em Pequim, os ministros das Relações Exteriores da China, Wang Yi, e do Paquistão, Ishaq Dar, apresentaram um plano de cinco pontos para interromper a agressão dos EUA e de Israel contra o Irã e restaurar a estabilidade regional. A iniciativa exige um cessar-fogo imediato, a cessação das hostilidades e a abertura de canais irrestritos para ajuda humanitária nas áreas afetadas pelo conflito.


A proposta prioriza as negociações de paz como o único caminho viável, enfatizando a necessidade de respeitar a soberania e a integridade territorial do Irã. Islamabad afirmou que tanto Washington quanto Teerã expressaram confiança em seu papel de mediador para facilitar um acordo abrangente que cesse a morte de civis e a destruição de infraestrutura crítica.


A proposta binacional exige a proteção das instalações nucleares e de energia civil, bem como a garantia de passagem segura pelo estratégico Estreito de Ormuz, por onde transitam 45% das importações chinesas. Desde o início da ofensiva imperialista em 28 de fevereiro, o tráfego de petroleiros diminuiu 70% e os preços do petróleo bruto ultrapassaram os US$ 126 por barril, impactando a economia global.


A China e o Paquistão, apoiados pela Arábia Saudita, Turquia e Egito, defendem um multilateralismo genuíno baseado na Carta das Nações Unidas. Essa aliança busca deter a expansão de uma guerra que já ceifou a vida de mais de 1.500 iranianos e ameaça a segurança energética das nações.


Da Telesur

 
 
 

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