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Nobel de Economia diz que mundo deve seguir Lula contra ‘bullying’ de Trump

  • 29 de jul. de 2025
  • 3 min de leitura

Joseph Stiglitz, Nobel de Economia, e Haddad, durante reunião do G7, no Japão (Foto: Diogo Zacarias/MF)
Joseph Stiglitz, Nobel de Economia, e Haddad, durante reunião do G7, no Japão (Foto: Diogo Zacarias/MF)

Em artigo publicado pelo Project Syndicate e distribuído a veículos de mídia nos Estados Unidos, o prêmio Nobel de Economia Joseph Stiglitz afirmou que o presidente Lula (PT) tem demonstrado coragem ao enfrentar as pressões políticas e comerciais do governo Donald Trump, e defendeu que outros líderes mundiais adotem a mesma postura. Para o economista norte-americano, o Brasil tem reafirmado seu compromisso com o Estado de Direito em contraste com a conduta dos Estados Unidos sob Trump.


“Sob a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Brasil optou por reafirmar seu compromisso com o Estado de Direito, mesmo com os Estados Unidos aparentemente renunciando à sua própria Constituição”, escreveu Stiglitz, que foi economista-chefe do Banco Mundial e conselheiro econômico do ex-presidente Bill Clinton.


O artigo foi publicado no momento em que se aproxima o prazo para entrada em vigor de uma tarifa de 50% sobre todos os produtos brasileiros exportados aos EUA, imposta por Trump. Stiglitz classificou a medida como ilegal e uma afronta à soberania nacional. Segundo ele, o presidente americano usurpa funções do Congresso ao impor tarifas unilaterais, violando princípios básicos da Constituição dos EUA.


Stiglitz se une a outro Nobel de Economia em favor do Brasil – Paul Krugman. Em entrevista recente à BBC News Brasil, Krugman argumenta que o histórico do governo Trump mostra que atitudes enérgicas têm mais chances de conter a escalada tarifária do que tentativas de negociação. Segundo o economista, o Brasil tem pouco a perder com a retaliação. Os EUA são o segundo maior parceiro comercial do Brasil, atrás apenas da China.


Interferência e intimidação de Trump

Stiglitz também associou a taxação brasileira a uma tentativa de interferência direta de Trump no processo judicial contra Jair Bolsonaro, ex-presidente e aliado político do republicano. O economista classificou como “chantagem” o argumento usado por Trump para justificar a tarifa — ou seja, o suposto “tratamento injusto” dado a Bolsonaro pela Justiça brasileira.


O Nobel de Economia em 2001 relembrou que Bolsonaro é réu por tentativa de golpe de Estado após os ataques de 8 de janeiro de 2023, em Brasília, que, segundo ele, foram “maiores que o ataque ao Capitólio” nos EUA, em 6 de janeiro de 2021. Ao tentar defender Bolsonaro e pressionar o Brasil, Trump estaria, segundo Stiglitz, “violando o Estado de Direito” e agindo como cúmplice de insurreições antidemocráticas.


“O que o Brasil está fazendo contrasta fortemente com o que aconteceu nos EUA”, escreveu. “Trump usou o poder de perdão para beneficiar os mais violentos entre os condenados pelo ataque ao Capitólio”, completou.


Autonomia digital e desinformação

O economista também elogiou o posicionamento do Brasil em relação às grandes plataformas digitais norte-americanas. Para ele, o país tem resistido à pressão dos “oligarcas tecnológicos” dos EUA, que buscam manter suas operações livres de regulação mesmo quando suas plataformas amplificam desinformação e ataques institucionais.


Segundo Stiglitz, o STF (Supremo Tribunal Federal) foi acusado injustamente de “censura” por Trump após exigir a remoção de conteúdos ligados a ataques à democracia. Para ele, o Brasil tem exercido legitimamente seu direito de proteger as instituições democráticas.


Mensagem aos líderes globais

Stiglitz conclui o artigo com um apelo direto a outros governos: que se inspirem na resposta brasileira. “Trump minou a democracia e o Estado de Direito nos EUA – talvez de forma irreparável. Não se deve permitir que ele faça o mesmo em outros lugares”, alertou.


Para o Nobel de Economia, a posição de Lula não é oportunista, mas baseada em uma convicção fundamental: o direito de o Brasil conduzir sua política sem interferência externa.


Do ICL Notícias

 
 
 

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