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Nunes Marques pede análise da PGR sobre revisão da condenação de Bolsonaro

  • 27 de mai.
  • 2 min de leitura

Ministro Nunes Marques foi indicado ao Supremo Tribunal Federal por Bolsonaro (Foto: Valter Campanato/ABr)
Ministro Nunes Marques foi indicado ao Supremo Tribunal Federal por Bolsonaro (Foto: Valter Campanato/ABr)

O ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu nesta quarta-feira (27) prazo de 20 dias para a Procuradoria-Geral da República (PGR) emitir um parecer sobre o pedido de revisão criminal do ex-presidente Jair Bolsonaro para anular a condenação a 27 anos e três meses de prisão no processo da trama golpista.


Após receber a manifestação da procuradoria, o ministro, que é o relator do caso, vai deve decidir a questão.


No dia 8 de maio, a defesa de Bolsonaro protocolou uma revisão criminal no Supremo e sustentou que a condenação deve ser revista porque houve “erro judiciário”.


No recurso, a defesa contestou a tramitação do processo que condenou o ex-presidente. Para os advogados, por estar na condição de ex-presidente, Bolsonaro deveria ter sido julgado pelo plenário da Corte, e não pela Primeira Turma.


Os advogados também afirmaram que a delação do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid, não foi voluntária e deve ser anulada. A falta de acesso integral às provas da investigação também suscitada.


No mérito, a defesa acrescentou que não foram indicadas provas da participação de Bolsonaro nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 e na liderança de um plano para planejar um golpe de Estado.


No ano passado, Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma da Corte, formada pelos ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia.


Conforme determina o regimento interno do Supremo, a revisão criminal deverá ser julgada pela Segunda Turma, composta por André Mendonça e Nunes Marques, ambos indicados por Bolsonaro, além de Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Luiz Fux. Este último foi o único a votar contra a condenação de Bolsonaro quando integrava a Primeira Turma.


Atualmente, Bolsonaro está em prisão domiciliar temporária, após autorização de Alexandre de Moraes, por razões de saúde.

 
 
 

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