Partido do bolsonarismo fracassa com 9% de assinaturas


Peça feita com cartuchos de bala para o Aliança Pelo Brasil, partido que Bolsonaro tenta criar (Reprodução)

Um ano após ser lançado pelo presidente Jair Bolsonaro, seus familiares e aliados, o Aliança pelo Brasil, que seria o novo partido do presidente e de dissidentes do PSL, só conseguiu validar 9% das assinaturas necessárias para ser criado. Até o momento, a Justiça Eleitoral validou 43 mil assinaturas, e são necessários 492 mil apoios para a criação de uma legenda no Brasil.

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O Paraná lidera a lista de estados com mais assinaturas em favor da criação do Aliança pelo Brasil neste primeiro ano desde a criação: 5.519. Cinco estados ainda não validaram nenhuma assinatura no país: Pernambuco, Mato Grosso, Piauí, Tocantins e Acre. Goiás teve apenas um apoio reconhecido pela Justiça Eleitoral.

Lançado com a expectativa de correr contra o tempo para disputar as eleições municipais de 2020, o projeto de partido agora pensa nas eleições de 2022 , mas o ritmo das assinaturas mostra que o cenário é improvável.

Há um ano, na cerimônia de lançamento, em hotel de Brasília, falou-se em construir "o maior partido da história do Brasil". Dezenas de deputados bolsonaristas que deixaram o PSL, partido pelo qual Bolsonaro se elegeu presidente, também sinalizaram que fariam parte da legenda.

Em julho último, Bolsonaro disse que estava "tudo tranquilo" mas já pensava em um plano B: "Estamos preparando para 22. Tudo tranquilo, vai sair o partido. Lógico que sempre tem uma alternativa caso dê errado", afirmou.

Hoje, com o fracasso das assinaturas, o esquecimento do projeto e o rumo da política nacional, com o enraizamento do governo com o Centrão, com recordes de distribuição de verbas através de emendas parlamentares (segundo a Lava Jato, um dos maiores focos de corrupção no Congresso), a expectativa é que Jair Bolsonaro passe a integrar algum partido do bloco, esfriando a necessidade de agilizar as assinaturas e a possibilidade de criação do partido.


Com o IG

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