Partidos apresentam pedido de impeachment de Bolsonaro


(Reprodução)

Partidos de oposição ao governo federal apresentaram, na noite de sexta-feira (15), mais um pedido de impeachment do presidente Jair Bolsonaro.

Em meio à crise no estado do Amazonas, que enfrenta uma progressão contínua de casos e mortes pela Covid-19 e, recentemente, falta de oxigênio em hospitais, os parlamentares da oposição levaram adiante os pedidos de impeachment que foram feitos nas redes.

De acordo com o documento assinado por representantes dos partidos Rede, PSB, PT, PCdoB e PDT, Bolsonaro deve ser responsabilizado por deixar o Amazonas sem oxigênio e por ser contrário às medidas de distanciamento social, uso de máscaras e "difundir desinformação".

​"Considerando a prática de crimes de responsabilidade em série, que resultaram na dor asfixiante do Amazonas e de milhares de famílias brasileiras, nossos partidos decidiram apresentar novo pedido de impeachment do presidente Jair Bolsonaro. O presidente da República deve ser política e criminalmente responsabilizado por deixar sem oxigênio o Amazonas, por sabotar pesquisas e campanhas de vacinação, por incentivar o uso de medicamentos ineficazes, por difundir desinformação, além de violar o pacto constitucional entre União, estados e municípios", diz trecho de um comunicado divulgado pela oposição.

"O Brasil está morrendo sufocado por este presidente. Basta! Já passou da hora de o Congresso Nacional, representando a nação, reagir. Defendemos, também, que o Congresso volte a funcionar imediatamente, para aprovar medidas que possam colaborar decisivamente para sanar os graves problemas que vitimam a população do Amazonas e de todo o Brasil", conclui a nota.

Ciro: "Crimes de responsabilidade"

O ex-ministro e líder do PDT, Ciro Gomes, reforçou mais uma vez, em rede social, a necessidade de impeachment de Bolsonaro, "pelos crimes de responsabilidade que vem cometendo". Ciro enumera várias razões para o impedimento do presidente, dentre aparelhamento da Polícia Federal e indicação para a população de remédio sem eficácia científica comprovada.

Maia: "Inevitável"

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) disse que considera inevitável a discussão sobre um pedido de impeachment, mas não neste momento. Maia afirmou que só não é agora porque a prioridade é retomar os trabalhos na Casa em tempos de pandemia.

"Esse tema (o impeachmente) de forma inevitável será discutido pela casa no futuro. Temos de focar no principal, que agora é salvar o maior número de vidas, mesmo sabendo que há uma desorganização e uma falta de comando por parte do Ministério da Saúde", disse ele, citado pelo Globo.

Placar

Há, inclusive, um placar não oficial nas redes sociais que está contabilizando o apoio de parlamentares ao impeachment em tempo real.


Com a Sputnik


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