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Personalidades lamentam morte de Luis Fernando Verissimo

  • 30 de ago. de 2025
  • 3 min de leitura

(Foto: Lindomar Cruz/Agência Brasil)
(Foto: Lindomar Cruz/Agência Brasil)

Artistas, escritores e políticos manifestaram pesar pela morte de Luis Fernando Verissimo, aos 88 anos, um dos maiores nomes da literatura nacional.


Verissimo morreu na madrugada deste sábado (30), em Porto Alegre, após complicações causadas por um caso grave de pneumonia. O velório será na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, a partir de meio-dia.


"Uma lágrima e muitas salvas, Mestre Luis Fernando Verissimo!", escreveu o escritor Itamar Vieira Júnior, autor de Torto Arado, em uma postagem nas redes sociais.


Também em uma postagem nas redes sociais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva exaltou a relevância do romancista, que trilhou uma trajetória como um dos maiores cronistas do país.


"Dono de múltiplos talentos, cultivou inúmeros leitores em todo o Brasil com suas crônicas, contos, quadrinhos e romances. Criou personagens inesquecíveis, a exemplo do Analista de Bagé, As Cobras e Ed Mort. Sua descrição bem-humorada da sociedade ganhou espaço nas livrarias e na TV, com A Comédia da Vida Privada. E, como poucos, soube usar a ironia para denunciar a ditadura e o autoritarismo; e defender a democracia. Eu e Janja deixamos o nosso carinho e solidariedade à viúva Lúcia Veríssimo – e a todos os seus familiares", afirmou o presidente.


O dramaturgo e escritor Walcyr Carrasco também expressou admiração por Veríssimo.


"Perdemos um dos grandes da nossa literatura. Luis Fernando Verissimo foi o cronista da vida simples, das emoções humanas mais verdadeiras, do cotidiano que só ele sabia transformar em obra. Um gigante que fez da simplicidade a sua genialidade. Descanse em paz!!", destacou Carrasco.


O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, decretou três dias de luto oficial no estado.


"Rio Grande do Sul e o Brasil perdem um dos grandes nomes da literatura nacional, cuja obra marcou gerações de leitores com sacadas inteligentes e um humor peculiar para falar dos nossos desafios como brasileiros. Autor de crônicas inesquecíveis e criador de personagens que se tornaram parte do imaginário brasileiro, Veríssimo deixa um legado que permanecerá vivo em suas palavras, sempre atuais e cheias de sensibilidade e humor", afirmou o governador gaúcho.


Nas redes sociais, o cartunista Angeli foi outro artista que prestou homenagem à família do escritor.


"Todo amor para Lúcia, Fernanda, Mariana, Pedro e família. Imensurável é 'o pai'", escreveu.


A escritora e colunista Martha Medeiros também se manifestou em uma postagem.


"O sábado inicia com o reverso do humor. Luis Fernando Verissimo, que tantas alegrias nos deu através de personagens como Ed Mort, o Analista de Bagé, a Velhinha de Taubaté, Dora Avante e tantos outros, infelizmente nos deixa. Por mais que a gente pense que está preparado, a morte é sempre um baque, uma violência. Obrigada, mestre, por todas as linhas, reflexões, epifanias, risadas, por toda a sua absoluta e inquestionável genialidade. À Lucia, Fernanda, Mariana, Pedro e demais familiares e amigos, meus sentimentos mais profundos", escreveu.


Em homenagem ao escritor, o senador Paulo Paim (PT-RS) lembrou o gosto musical e o time do coração de Verissimo.


"Sempre fui seu admirador. Tinha um belo texto, cronista, escrevia com paixão, possuía um humor refinado e um senso político inigualável. Gostava de jazz, tocava saxofone e era apaixonado pelo seu time de coração, o Inter de Porto Alegre. Minha solidariedade e sentimentos aos familiares e amigos", disse.


Verissimo deixa a esposa, Lúcia Helena Massa, e três filhos: Pedro, Fernanda e Mariana Verissimo. Ele tinha mal de Parkinson, problemas cardíacos e sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) em 2021. Um ano depois, recebeu um marca-passo no coração.


Filho do escritor Érico Verissimo, Luis Fernando publicou mais de 80 títulos, entre eles As Mentiras que os Homens Contam, O Popular: Crônicas ou Coisa Parecida, A Grande Mulher Nua e Ed Mort e Outras Histórias.


Foram as crônicas e os contos que o tornaram um dos escritores contemporâneos mais populares no país. O Analista de Bagé, lançado em 1981, teve a primeira edição esgotada em uma semana.


Com a Agência Brasil

 
 
 

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