PF apura corrupção e lavagem em negócios de Flávio Bolsonaro com filme
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A Polícia Federal investiga suspeitas de corrupção passiva e lavagem de dinheiro envolvendo o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o filme "Dark Horse", produção sobre Jair Bolsonaro. O foco da investigação é esclarecer se houve vantagem indevida envolvendo um agente público e um agente privado. A apuração ganhou novos contornos após declarações do próprio senador durante a sabatina no Jornal Nacional na sexta-feira (28). As informações são do blog da jornalista Andréia Sadi, no G1.
Flávio Bolsonaro tenta tratar o caso como uma questão privada, um simples patrocínio a um filme. "Não tem absolutamente nada de irregular nesse filme", disse. "Esse foi um patrocínio, não teve nenhuma transferência para Flávio Bolsonaro", completou o candidato. Os investigadores rechaçam essa versão e vêem o assunto como caso de polícia.
A investigação busca verificar se houve solicitação ou recebimento de vantagem indevida em razão da função pública. O artigo 317 do Código Penal trata da prática de "solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente [...] vantagem indevida".
A PF também investiga a origem dos recursos, a forma como foram entregues, as pessoas envolvidas, a circulação do dinheiro e seu destino final.
Ao que se sabe até agora, revelado com exclusividade pelo site The Intercept Brasil em maio, o senador pediu R$ 134 milhões a Vorcaro e foram repassados cerca de R$ 61 milhões - cinco depósitos de 2 milhões de dólares - para a conta de um fundo em nome do advogado de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.
Um dos motivos das suspeitas é o fato de que Vorcaro não queria aparecer como patrocinador do filme. O desejo de anonimato levanta questionamentos sobre a real natureza do repasse. Segundo os investigadores, se o patrocínio fosse legítimo, não haveria motivo para esconder a origem dos recursos.
A Operação Compliance Zero, que levou à prisão de Vorcaro em novembro de 2025, investiga fraudes bilionárias envolvendo recursos públicos, inclusive de aposentados e pensionistas do estado do Rio de Janeiro, através de contratos fraudulentos com o Rioprevidência - cerca de R$ 3 bilhões - e outros fundos de previdência de vários municípios, totalizando mais de R$ 4 bilhões. A trama também atingiu o ex-governador fluminense, Cláudio Castro, aliado de Flávio Bolsonaro.











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