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PF faz busca em vara da Lava Jato onde Moro atuou como juiz

  • 3 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

O empresário e ex-deputado Tony Garcia e o ex-juiz e senador Sérgio Moro (Foto: Reprodução e Agência Brasil)
O empresário e ex-deputado Tony Garcia e o ex-juiz e senador Sérgio Moro (Foto: Reprodução e Agência Brasil)

Agentes da Polícia Federal (PF) realizaram na manhã desta quarta-feira (3) uma operação de busca e apreensão na 13ª Vara Federal de Curitiba, onde se originou a Lava Jato. A diligência, para recolher documentos e arquivos, foi autorizada pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), que é relator de uma investigação sobre supostas irregularidades na condução de casos criminais pela Justiça Federal do Paraná. Um dos alvos é o senador Sérgio Moro (União-PR), antigo juiz titular da vara responsável pela Lava Jato.


O inquérito sigiloso foi aberto no ano passado a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), após apurações da Polícia Federal (PF) terem apontado a necessidade de aprofundar as investigações sobre denúncias feitas pelo empresário e ex-deputado estadual do Paraná Antônio Celso Garcia, conhecido como Tony Garcia.


O caso remonta a um acordo de colaboração premiada firmado em 2004 por Garcia, após ele ser preso pela PF sob a acusação de gestão fraudulenta do Consórcio Nacional Garibaldi, em processo anterior à Lava Jato. Garcia afirma ter sido coagido pelo então juiz Sergio Moro. A coação teria ocorrido no caso Banestado, quando o ex-parlamentar disse ter sido forçado a atuar como uma espécie de “agente infiltrado”, realizando gravações e monitoramentos clandestinos contra autoridades, incluindo desembargadores do TRF-4 (tribunal no qual o presidente Lula viria a ser julgado), integrantes do Tribunal de Contas do Paraná e políticos com prerrogativa de foro.


Em nota enviada à imprensa, Moro afirmou que as buscas desta quarta "apenas confirmarão que os relatos de Tony Garcia são mentirosos". O parlamentar disse que "não tem qualquer preocupação com o amplo acesso pelo STF aos processos que atuou como juiz".


"Não houve qualquer irregularidade no processo de quase 20 anos atrás que levou à condenação de Tony Garcia por ter se apropriado de recursos de consorciados do Consórcio Garibaldi", diz o texto.


Moro defende que o Supremo não tem competência para julgar o caso, uma vez que os fatos investigados não têm relação com sua atividade parlamentar ou como ministro da Justiça.


A Justiça Federal do Paraná disse que não vai se manifestar.

 
 
 

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