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PF prende deputado eleito Márcio Canella e ex-secretário de Polícia Civil

há 29 minutos
2 min de leitura

Ex-secretário de Polícia Civil do Rio Marcos Amin e o deputado eleito e ex-prefeito Márcio Canella (Reprodução)
Ex-secretário de Polícia Civil do Rio Marcos Amin e o deputado eleito e ex-prefeito Márcio Canella (Reprodução)

A Polícia Federal prendeu, nesta quinta-feira (15), o deputado estadual eleito Márcio Canella, do União Brasil, e o ex-secretário de Polícia Civil Marcos Amin, acusados de integrar organização criminosa armada envolvida com lavagem de dinheiro em postos de combustível. Canella foi preso em casa, em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio, enquanto o delegado foi preso em seu apartamento, em Niterói. Além deles, também foram presos quatro inspetores da Polícia Civil.


Os agentes saíram para cumprir 16 mandados de busca e apreensão, sequestro de bens e valores e suspensão das atividades econômicas de 112 empresas suspeitas de integrarem o esquema de lavagem de dinheiro. Os mandados foram expedidos pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e estão sendo cumpridos no Rio, Niterói, São Gonjçalo, Nova Iguaçu, Petrópolis, Angra dos Reis e Armação de Búzios. .


Entre as empresas suspeitas de lavagem de dinheiro estão 96 postos de combustível. De acordo com relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), o grupo, que contaria com a participação de policiais civis, é suspeito de movimentar mais de R$ 7,6 bilhões.


Além dos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa armada, os acusados respondem por corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional, venda ilegal de combustíveis e formação de cartel, além de outros que poderão surgir no decorrer das investigações.


A ação desta quinta-feira é parte da oitava fase da Operação Unha e Carne, que já tinha prendido Canella em julho deste ano, na sexta etapa. Amim também foi alvo daquela fase da Unha e Carne. A operação conta com o apoio da Corregedoria da Polícia Civil.


Canella e Flávio Bolsonaro

Eleito em 2024 para a prefeitura de Belford Roxo, Canella renunciou ao cargo em abril para concorrer ao Senado apoiado por Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República. A mãe de Flávio, Rogéria Bolsonaro, seria a primeira suplente da chapa. Canella chegou a ser preso antes das eleições e teve a candidatura contestada pelo Ministério Público Eleitoral por suposto envolvimento com milícias e organização criminosa no Rio de Janeiro. Mesmo assim, o registro foi liberado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) a poucos dias da eleição, em 29 de setembro, e ele concorreu ao cargo de deputado..


Canella foi o segundo mais votado para a Assembleia Legislativa (Alerj) em 4 de outubro, tendo recebido 83% dos seus votos em áreas controladas por grupos criminosos armados, segundo levantamento do pesquisador Bruno Pantaleão, do Centro de Segurança Pública e Analytics da Fundação Getúlio Vargas (FGV), divulgado pelo UOL.


Amin, Castro e Bacellar

O delegado Marcos Amin foi nomeado pelo então governador Cláudio Castro (PL) como presidente do Detran-RJ, em junho de 2023.


Em outubro daquele ano, Amin foi nomeado secretário de Polícia Civil com intervenção do então presidente da Alerj Rodrigo Bacellar (PL), responsável pela sua indicação ao cargo e atualmente preso, sob acusação de envolvimento com o Comando Vermelho.


Amim permaneceu no cargo por cerca de dez meses e, depois, assumiu a coordenação do Departamento de Segurança da Alerj, onde ficou até dezembro de 2025.


 
 
 

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