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PF prioriza investigar Zettel, doador de campanha de Bolsonaro e Tarcísio

  • 20 de mar.
  • 2 min de leitura

Fabiano Zettel é apontado como principal operador financeiro no caso Master (Reprodução/Redes sociais)
Fabiano Zettel é apontado como principal operador financeiro no caso Master (Reprodução/Redes sociais)

A Polícia Federal investiga ordens de pagamento e referências a transações financeiras identificadas em mensagens trocadas entre Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e seu cunhado, Fabiano Zettel, ex-pastor da Igreja Lagoinha, em Belo Horizonte-MG. As mensagens incluem menções a políticos. As informações são da Folha de São de Paulo.


Nas eleições de 2022, Zettel fez repasses de R$ 3 milhões para a campanha do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e R$ 2 milhões para a do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).


Zettel é apontado nas investigações como principal operador financeiro do esquema de fraudes bilionárias atribuído ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Ele foi preso duas vezes: a primeira em janeiro, por decisão do ministro Dias Toffoli, e a segunda em março, já sob relatoria do ministro André Mendonça. Atualmente, está detido no Presídio Federal de Brasília, no Complexo da Papuda - onde Vorcaro também esteve antes de ser transferido nesta quinta-feira (19) para a Superintendência da PF.


Os investigadores buscam apurar se há indícios de irregularidades nesses repasses que justifiquem novas diligências e, eventualmente, o avanço da Operação Compliance Zero. As informações obtidas em conversas e quebras de sigilo devem ser somadas a outros elementos, como o possível acordo de delação premiada de Vorcaro, que assinou um termo de confidencialidade para negociar colaboração.


Além dos repasses a Bolsonaro e Tarcísio, a PF investiga também repasses ao senador Ciro Nogueira (PP-PI), citado em mensagens. Em nota, o parlamentar afirmou que nunca recebeu valores de Vorcaro e negou conhecer Zettel.


De acordo com a investigação, Zettel teria papel central na engrenagem financeira do grupo, sendo responsável por intermediar e executar pagamentos, inclusive por meio de contratos simulados.


Além disso, Zettel seria responsável por operacionalizar pagamentos ligados a um grupo descrito nas investigações como uma “milícia privada”, conhecido como “A Turma”.


As fraudes no Banco Master podem chegar a R$ 17 bilhões, segundo as investigações.

 
 
 

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