Quaest: aprovação de Lula cresce três pontos e chega a 46%
- 20 de ago. de 2025
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Uma nova pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (20) confirma uma tendência consistente de recuperação da popularidade do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A aprovação do governo subiu para 46%, três pontos a mais em relação ao último levantamento, enquanto a desaprovação caiu para 51%, uma queda de dois pontos. A distância entre a parcela da população que aprova (46%) e a que desaprova (51%) o governo caiu pela metade, passando de dez para cinco pontos percentuais.
Entre maio e agosto, a desaprovação do governo caiu 6 pontos e a aprovação subiu 6.
Lula começa a reverter a tendência negativa e a melhorar sua posição em meio à queda no preço dos alimentos e à crise provocada pelas tarifas comerciais, de teor político com viés ideológico, impostas pelo governo de Donald Trump.
Para 71% dos entrevistados, Trump está errado ao impor taxas maiores ao Brasil por acreditar que há uma perseguição a Bolsonaro. E 77% disseram que o tarifaço vai prejudicar sua vida.
De acordo com o levantamento, 48% acreditam que Lula e o PT estão fazendo o que é mais certo nesse embate com Trump. Apenas 28% opinam que Jair Bolsonaro e seus aliados estão fazendo o que é certo.
Na avaliação sobre a atuação do presidente brasileiro em relação à crise causada pelo presidente estadunidense, 44% acham que Lula está agindo bem e 46% acreditam que está agindo mal (saldo negativo de 2%). Sobre a atuação do governador de São Paulo, Tarcísio Freitas (Republicanos). para apenas 24% dos entrevistados está agindo bem, e mal para 35% (saldo negativo de 11%).
Os piores desempenhos são de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Jair Bolsonaro (PL), ambos com saldo negativo de 31%.
Ainda segundo a pesquisa Quaest, Lula é visto como defensor do Brasil, Bolsonaro como dependente dos interesses externos. Para 49%, o presidente está agindo em defesa do Brasil, enquanto 41% opinam que ele está aproveitando para se promover.
A maioria absoluta dos entrevistados (69%) avalia que Eduardo Bolsonaro defende os interesses próprios e da família e somente 23% dizem que ele defende o Brasil.
Queda da Inflação dos alimentos
Outro destaque da pesquisa é a queda na inflação dos alimentos. A percepção de que houve alta nos preços recuou de 76% para 60% em um mês. Para 20% dos entrevistados, os preços ficaram iguais e para 18% caíram (eram 8% em julho).
“A percepção do comportamento do preço dos alimentos trouxe alívio às famílias e reduziu a pressão sobre o custo de vida. Ao mesmo tempo, a postura firme de Lula diante do tarifaço imposto por Donald Trump foi vista como sinal de liderança e defesa dos interesses nacionais. Menos pressão inflacionária somada à imagem de um presidente que reage a desafios externos ajudam a explicar o avanço de sua aprovação neste momento”, avaliou Felipe Nunes, CEO da Quaest.









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