Reitores reagem e MEC suspende volta das aulas presenciais


(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Menos de 24 horas depois de publicar uma portaria determinando o retorno das aulas presenciais nas universidades federais a partir de 4 de janeiro e após a reação contrária de reitores de todo o país, o Ministério da Educação decidiu revogar a medida. A suspensão da medida foi informada pelo próprio ministro, Milton Ribeiro, nesta quarta-feira (2). Em entrevista à CNN Brasil, o ministro disse que irá abrir uma consulta pública para ouvir o mundo acadêmico antes de tomar nova decisão.

"Quero abrir uma consulta pública para ouvir o mundo acadêmico. As escolas não estavam preparadas, faltava planejamento", disse o ministro.

A decisão de suspender a portaria, que foi publicada nesta quarta no Diário Oficial da União, veio logo depois da reação de reitores de diversas universidades federais do país que anunciaram que não iriam cumprir a determinação do ministério. O reitor da Universidade Federal da Bahia (UFBA), João Carlos Salles, classificou como "absurda" a volta às aulas presenciais. "É um absurdo completo", disse ele, acrescentando que não acatará a decisão. "Nossa resolução define que o próximo trimestre será não presencial com a possibilidade de atividades presenciais contanto que não seja colocada em risco a vida de nossa comunidade", salientou.

Apesar de afirmar que fará uma consulta pública junto aos reitores, o ministro disse que consultou mantenedoras de universidades antes de publicar a portaria e que não esperava tanta resistência. "A sociedade está preocupada, quero ser sensível ao sentimento da população", disse.

UNE: 'atitude irresponsável'

Em nota, a União Nacional dos Estudantes (UNE), a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) e a Associação Nacional dos Pós-Graduandos (ANPG) disseram que a portaria é uma "atitude irresponsável, equivocada e que atenta contra a vida do povo brasileiro."

"A retomada de atividades presenciais significaria uma verdadeira migração de milhões de estudantes, que em grande parte se encontram em regiões e/ou municípios distantes de seu local de estudo. Somado à circulação cotidiana em ambientes fechados nos campi e prédios das universidades, os riscos de contaminação e proliferação do vírus são altíssimos", afirma as entidades na nota pública.

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