Rodrigo pede fim do teto de gastos para debelar a pandemia


Prefeito Rodrigo Neves diz que sem mudança na EC 95, do teto de gastos, Brasil será devastado

Ao participar de uma mesa redonda sobre “Pandemia e pós-pandemia: desafios para a humanidade”, transmitida ao vivo pelo jornal TODA PALAVRA, o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, afirmou que se não houver logo uma mudança na Emenda Constitucional (EC 95) do teto de gastos, que congelou gastos públicos por 20 desde 2016, o Brasil será devastado pela pandemia do coronavírus. Rodrigo lembrou que Niterói fez o melhor isolamento social do país, conseguindo paralisar praticamente todas as atividades não essenciais desde março, dando uma resposta integrada com medidas para atender a população. Mas o plano da Prefeitura, feito com a poupança dos royalties do petróleo, só terá fôlego até dezembro. Rodrigo participa do movimento de prefeitos, com entidades, partidos e especialistas, que exige a revogação da Emenda do teto dos gastos.

A mesa de debates foi coordenada pelo deputado Waldeck Carneiro (PT) e contou com as participações do escritor e professor da Faculdade de Economia de Coimbra (Portugal), Boaventura de Souza Santos, da escritora e socióloga Conceição Evaristo, além do sociólogo e prefeito Rodrigo Neves.

O professor Boaventura disse que Niterói “é uma boa notícia” em meio a crise, e destacou que o Brasil está numa posição muito complicada. “É o único país do mundo que tem neste momento duas crises para resolver e não consegue resolver nenhuma delas: a crise do coronavírus e a crise política”. Boaventura comparou Jair Bolsonaro ao ditador da Itália fascista, Benito Mussolini. “Mussolini disse que ‘o povo precisa ser armado para viver’ e Bolsonaro, que ‘o povo armado não será escravizado’. É a mesma coisa”, afirmou.

Conceição Evaristo destacou que a crise do coronavírus não é nada democrática, ao contrário do que sustentam alguns quando afirmam que o vírus mata tanto rico como pobre. “A forma de enfrentamento que não é nada democrática. A chance de o rico morrer é bem menor que a do pobre, pela situação de vulnerabilidade das populações da periferia, que morrem por pandemias e por ações do Estado”, disse.

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