Rússia: EUA devem abandonar 'ultimato' para desescalar conflito com o Irã
- 6 de abr.
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O Ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, acredita que o abandono da linguagem de ultimatos por parte dos Estados Unidos facilitaria a desescalada do conflito com o Irã e o retorno às negociações.
Durante uma conversa telefônica com seu homólogo iraniano, Abbas Araghchi, o Ministro das Relações Exteriores da Rússia expressou sua esperança no sucesso dos esforços internacionais para alcançar uma normalização sustentável da situação no Oriente Médio.
Ambos os diplomatas enfatizaram a necessidade de interromper imediatamente os ataques imprudentes e ilegais contra a infraestrutura civil, industrial e energética do Irã.
Lavrov e Araghchi denunciaram os ataques à instalação nuclear de Bushehr, que está sob a proteção da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), alertando que tais ações criam riscos inaceitáveis de um desastre radioativo para toda a região.
As partes se opuseram a qualquer ação que pudesse prejudicar os esforços políticos, observando que a proteção da vida e da saúde do pessoal técnico é uma prioridade diante da ofensiva militar conjunta.
O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, e seu homólogo chinês, Wang Yi, também conversaram por telefone no domingo (5) para coordenar ações em resposta à crise no Oriente Médio.
Ambos os diplomatas concordaram em usar sua posição estratégica no Conselho de Segurança das Nações Unidas para denunciar a agressão conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.
O principal objetivo dessa aliança é salvaguardar a paz e a estabilidade regional, elementos que consideram cruciais dada a ameaça à cadeia de suprimentos de energia após o fechamento soberano do Estreito de Ormuz.
Wang Yi expressou a disposição de Pequim em manter comunicação constante com Moscou sobre questões estratégicas, enfatizando que a cooperação entre as duas potências visa defender a segurança comum mundial.
Durante a ligação, os ministros enfatizaram a importância de abordar questões globais com uma visão compartilhada que priorize o diálogo e a estrita observância do direito internacional em detrimento das ações unilaterais de Washington.
A China reafirmou seu compromisso de continuar trabalhando com a Rússia no âmbito da ONU para empreender esforços conjuntos a fim de ajudar a conter a escalada das hostilidades na região. Ambas as potências concordam que a estabilidade no Oriente Médio é fundamental para o equilíbrio geopolítico.
A escalada atual começou em 28 de fevereiro, após a agressão lançada por Israel e pelos Estados Unidos, que resultou no martírio do Líder Supremo Ali Khamenei e de altos comandantes militares como Ali Larijani e Gholamreza Soleimani.
Em resposta, Teerã lançou ondas de mísseis balísticos contra bases americanas e instalações petrolíferas ligadas a Washington, além de implementar um bloqueio no Estreito de Ormuz.
Essa medida soberana, que afeta o trânsito de 20% do petróleo bruto mundial, elevou os preços dos combustíveis como mecanismo de defesa contra ataques à infraestrutura energética da República Islâmica.
Da Telesur









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