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Rússia faz grave alerta ao Reino Unido sobre armas à Ucrânia

  • há 1 dia
  • 3 min de leitura

Militares ucranianos e seus instrutores britânicos, 24/02/23.(Gareth Fuller/PA Images/Gettyimages.ru)
Militares ucranianos e seus instrutores britânicos, 24/02/23.(Gareth Fuller/PA Images/Gettyimages.ru)

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, declarou nesta quinta-feira (27) que Moscou poderia atacar alvos militares do Reino Unido na Ucrânia e fora de seu território como resposta aos ataques de Kiev com armas britânicas.


"A resposta aos ataques ucranianos com armas britânicas contra território russo pode atingir qualquer alvo militar e equipamento britânico na Ucrânia e fora dela", afirmou a porta-voz.


Segundo Zakharova, os culpados por crimes de guerra, incluindo os cometidos contra a população civil da Rússia, "serão punidos proporcionalmente". "A punição inevitável alcançará também seus cúmplices e instigadores", acrescentou.


"Convocamos todos os habitantes do Reino Unido a refletir sobre as consequências inevitáveis ​​e catastróficas das medidas hostis de suas próprias autoridades", continuou a funcionária.


"E à liderança britânica propomos, mais uma vez, analisar cuidadosamente a situação e renunciar imediatamente — da maneira mais decidida e inequívoca — à linha hostil e agressiva que só pode prolongar a agonia do regime neonazista de Kiev e criar riscos de levar o conflito a um nível qualitativamente novo", ressaltou.


Nesse sentido, Zakharova enfatizou que os acontecimentos recentes "não deixam, na realidade, nenhuma dúvida de que todos os passos do governo britânico, do Reino Unido, estão subordinados à resolução de uma única tarefa de longo prazo: infligir ao nosso país, como eles dizem lá, uma derrota estratégica".


"Tudo isso está condenado ao fracasso. Mas Londres está completamente manchada por isso", apontou.


"Já estão repartindo a Ucrânia"

Além disso, Zakharova lembrou que, na segunda-feira, foi realizada em Kiev uma reunião da chamada "coalizão de voluntários". "Foi programada para coincidir com um novo aniversário da chamada independência da Ucrânia — ou, melhor dizendo, de sua perda", observou.


"Demonstrou a realidade do que está acontecendo e quem, passando-se por supostos democratas e defensores dos direitos humanos, na verdade patrocina o verdadeiro extremismo e o terrorismo internacional", argumentou a porta-voz.


"O principal resultado da reunião foi o reconhecimento dos preparativos para a partilha e a ocupação *de fato* do território ucraniano. Não, vocês não ouviram errado. Enquanto falam em infligir uma derrota estratégica à Rússia, agora já estão repartindo a Ucrânia. Estão repartindo-a na prática", afirmou.


No mesmo contexto, esclareceu que, em seu comunicado, a chamada "coalizão de voluntários" anunciou a criação de "forças multinacionais para serem enviadas à Ucrânia" sob o pretexto de um cessar-fogo.


Além disso, disse ela, foram anunciadas manobras de contingentes de ocupação para outubro e novembro em países da União Europeia que fazem fronteira com a Ucrânia.


"Em essência, deu-se mais um passo em direção a um envolvimento cada vez maior dos países europeus da OTAN em um conflito que, da boca para fora, dizem periodicamente querer resolver e pelo qual, ao mesmo tempo, exigem um lugar à mesa de negociações", denunciou a porta-voz.


"Como ressaltamos repetidamente, qualquer contingente estrangeiro na Ucrânia que dificulte a realização da operação militar especial e a obtenção de um acordo duradouro é categoricamente inaceitável e se tornará um alvo militar legítimo", resumiu.


No dia anterior, pelo menos oito pessoas ficaram feridas em um ataque ucraniano contra a República Popular de Donetsk, realizado com mísseis de longo alcance franco-britânicos Storm Shadow.


A agressão atingiu a área de um shopping center na cidade de Donetsk. Entre os feridos estão dois menores de idade; um deles em estado grave.


  • A Rússia tem apontado repetidamente que Kiev lança ataques com armas de longo alcance com o apoio de especialistas de países ocidentais. Além disso, ressaltou-se que nenhum fornecimento à Ucrânia — nem mesmo das armas mais avançadas — alterará a situação no campo de batalha.


  • As forças do regime de Kiev perpetram sistematicamente ataques seletivos contra a população civil de várias províncias russas e lançam ondas de drones em direção à província de Moscou, atingindo residências e infraestrutura civil.


  • Da mesma forma, Kiev realiza ataques sistemáticos contra a infraestrutura logística e embarcações civis nas águas dos mares de Azov e Negro, o que agrava a escassez mundial de cereais e fertilizantes. Também ataca centros logísticos civis e instalações internacionais de gás e petróleo em território russo, entre outros alvos de uso civil.


  • Em resposta ao terrorismo de Kiev, as Forças Armadas da Rússia realizam ataques sistemáticos contra alvos militares e instalações de energia, transporte, logística ou de outro tipo vinculadas ao complexo industrial-militar da Ucrânia.


Da Agência RT

 
 
 

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