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Tânia Rodrigues, uma referência na luta pela inclusão

  • 12 de fev.
  • 3 min de leitura

Por Osvaldo Maneschy


Foi enterrado nesta quinta-feira, 12/02, em Niterói, o corpo de Tânia Rodrigues, Coordenadora de Acessibilidade do município, uma das maiores autoridades do Brasil na luta pelos direitos e inclusão na sociedade das pessoas com necessidades especiais. Médica neurologista formada pela UFF, ex-aluna do Liceu Nilo Peçanha, Tânia morreu na manhã desta quarta-feira aos 75 anos.



Casada com João Batista de Carvalho e Silva, primeiro presidente do Comitê Paralimpico Brasileiro (CPB), Tânia deixa dois filhos - Gustavo e Camila. Tânia fundou a Associação Niteroiense dos Deficientes Físicos (Andef), com sede no bairro do Rio do Ouro, entidade referência para o país em cuidados com pessoas portadoras de deficiências e atividades esportivas paralímpicas.


O prefeito Rodrigo Neves afirmou, ao decretar o luto oficial: "Recebi com profunda tristeza a notícia do falecimento de minha amiga Tânia Rodrigues. Niterói perde uma referência na luta pela inclusão e pelos direitos das pessoas com deficiência; sua trajetória deixa um legado de trabalho, dedicação e compromisso com a cidadania que seguirá inspirando gerações". Em Brasília, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), por sua vez, manifestou profundo pesar pela morte de Tânia, frisando que a fundação da ANDEF, em 1981; e a dedicacão de Tânia à causa "consolidou a entidade como referência (no país) em reabilitação e desenvolvimento do esporte paralímpico".


Vereadora de Niterói de 1992 a 1994 e deputada estadual de 1995 a 2002, Tânia Rodrigues presidiu a Comissão de Saúde da Alerj e graças ao seu trabalho foram apontadas e corrigidas graves irregularidades em bancos de sangue e hemocentros devido a riscos de contaminação; aprovou leis voltadas à inclusão e à defesa da cidadania, como a de obrigar a circulação de ônibus adaptados para cadeirantes; rampas nas calçadas para facilitar a circulação de cadeirantes; a instalação de brinquedos acessíveis em praças públicas; o projeto "praia sem barreiras"; a criação do transporte especial da prefeitura para deficientes - iniciativas que tornaram Niterói - e o Estado do Rio - referências para o Brasil em matéria de acessibilidade e inclusão.


Tânia Rodrigues também apresentou e aprovou a Lei 2.418, de 1995, que tornou obrigatório o uso de cinto de segurança pelos motoristas; e a lei 4.047/2002, a que definiu pessoa idosa a partir dos 60 anos - entre outras, como a que criou no Rio de Janeiro o Dia Estadual de Luta da Pessoa Portadora de Deficiência. Por sua influência e assessoria, o Estado de São Paulo também criou, com a sua ajuda, uma secretaria estadual voltada para pessoas portadoras de necessidades especiais.


Tânia construiu um legado por conta, também, de sua vivência nos Estados Unidos e amizade com Robson Sampaio de Almeida, fundador do Clube do Otimismo em 1958, no Meier, voltado para pessoas com deficiência - sendo que o próprio Robson cadeirante após sofrer um acidente de trabalho nos Estados Unidos. Já Tânia teve poliomielite aos três anos o que a obrigou ao longo de sua vida a fazer várias cirurgias e a sofrer longas internações hospitalares. O que não a impediu de estudar no Liceu, fazer vestibular para Medicina na Universidade Federal Fluminense (UFF), se especializar em neurologia e a passar em concurso, para o INPS, tornando-se médica perita.


Em nota oficial, o Partido dos Trabalhadores (PT) de Niterói, onde iniciou a sua carreira política, destacou que Tânia "muito mais do que vereadora do PT em Niterói e deputada estadual, foi uma mulher de coragem, de posicionamento firme e de compromisso inabalável com o povo". Já Martha Rocha, presidente estadual do PDT, partido ao qual ela se filiou há anos, afirmou em nota que Tânia Rodrigues "deixa saudades e reconhecimento por seu trabalho e atuação política".


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