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Visitação recorde em parques nacionais injeta R$ 20 bilhões no PIB

  • há 5 dias
  • 3 min de leitura

(Foto: Vitor Marigo/ICMBIO)
(Foto: Vitor Marigo/ICMBIO)

O turismo em Unidades de Conservação (UCs) federais em 2025 movimentou R$ 40,7 bilhões em vendas no Brasil, gerou R$ 20,3 bilhões para o Produto Interno Bruto (PIB) e sustentou mais de 332,5 mil postos de trabalho no país.


Os dados são do estudo elaborado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).


O levantamento também aponta que, juntas, as 175 unidades de conservação federais abertas à visitação registraram 28,5 milhões de visitas no ano passado, o maior número desde o início da série histórica em 2000.


Os parques nacionais concentraram a maior parte desse fluxo, somando 13,6 milhões de visitas, acima dos 12,5 milhões registrados no ano anterior. Segundo o ICMBio, o crescimento está relacionado à melhoria no monitoramento da visitação, investimentos em infraestrutura e serviços, inclusão de novas áreas no sistema e maior valorização dos ambientes naturais no período pós-pandemia.


O estudo mostra ainda que, para cada R$ 1 investido no ICMBio, são gerados R$ 16 em valor agregado ao PIB e R$ 2,30 em arrecadação tributária. A atividade turística nas unidades de conservação gerou quase R$ 3 bilhões em impostos, valor superior ao dobro do orçamento total do órgão gestor.


O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, afirmou que os dados demonstram o potencial econômico das áreas protegidas. Segundo ele, desde 2023, o governo federal criou e ampliou 20 unidades de conservação, totalizando mais de 1,7 milhão de hectares.


“As Unidades de Conservação não são fundamentais apenas para a regulação dos ciclos hidrológicos e do clima, proteção da biodiversidade e do controle do desmatamento, mas contribuem expressivamente para o desenvolvimento da nossa economia em bases sustentáveis. O cuidado com essas áreas protegidas, portanto, é essencial”, disse Capobianco.


O presidente do ICMBio, Mauro Pires, destacou que os números reforçam o papel estratégico do turismo de natureza para o desenvolvimento regional.


“Os resultados mostram que as unidades de conservação, como parques nacionais, por exemplo, são estratégicas para o desenvolvimento do Brasil. Tivemos recorde de visitação e dados robustos de geração de emprego, renda e arrecadação, o que só reforça que investir em conservação da natureza e na vivência das pessoas nas áreas naturais gera benefícios econômicos, saúde e qualidade de vida”, disse Mauro Pires.


Mais visitados

O ranking das unidades mais visitadas é liderado pelo Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro, que recebeu mais de 4,9 milhões de visitantes em 2025. O parque abriga o Cristo Redentor e reúne atrações como Pedra da Gávea, Pedra Bonita, Vista Chinesa e Pico da Tijuca, além de trilhas de longo curso como a Transcarioca.


Na segunda posição aparece o Parque Nacional do Iguaçu, no Paraná, com 2,2 milhões de visitas. Conhecido pelas Cataratas do Iguaçu, o parque ampliou a oferta turística com atividades como cicloturismo, astroturismo, passeios de barco e visitas noturnas para contemplação da lua cheia.

Parque Nacional do Iguaçu. Cataratas do Iguaçu (Foto: Urbia Cataratas/ ICMBio)
Parque Nacional do Iguaçu. Cataratas do Iguaçu (Foto: Urbia Cataratas/ ICMBio)

O Parque Nacional de Jericoacoara, no Ceará, aparece na terceira colocação, com 1,3 milhão de visitantes. O destino reúne atrações como Pedra Furada, Árvore da Preguiça e manguezais do Rio Guriú, além de ser referência nacional para esportes como kitesurf.


Entre outras categorias de unidades de conservação, a liderança ficou com a Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca, em Santa Catarina, que registrou 9,05 milhões de visitas. Pela primeira vez, o levantamento também incorporou dados do Monumento Natural do Rio São Francisco, que abrange Bahia e Sergipe, com 1,17 milhão de visitantes.


O estudo utilizou o modelo internacional Tourism Economic Model for Protected Areas (TEMPA), reconhecido pela Unesco e pelo Banco Mundial para medir impactos econômicos do turismo em áreas protegidas.


Além do turismo convencional, o ICMBio destaca que as unidades de conservação recebem visitantes interessados em educação ambiental, pesquisa científica, observação de aves e vida silvestre, escaladas, trilhas e experiências junto a comunidades tradicionais.


O órgão também alerta que o crescimento da visitação amplia desafios de gestão, como equilibrar o uso público com a conservação ambiental, ampliar infraestrutura, fortalecer ações de educação ambiental e aprimorar o monitoramento dos impactos sobre os ecossistemas.


Fonte: Agência Brasil

 
 
 

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