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Anvisa aprova uso das vacinas CoronaVac e de Oxford

(Foto: Divulgação/Anvisa)

A Agência Nacional da Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu neste domingo, por unanimidade, pela autorização emergencial de uso das vacinas CoronaVac e Oxford contra Covid-19. Apesar das ressalvas, a diretoria do órgão concluiu que os benefícios dos imunizantes superam seus riscos.

"Ressalvadas algumas incertezas ainda existentes, os benefícios conhecidos e potenciais das duas candidatas superam os riscos conhecidos de cada uma delas. Entretanto, ambas atendem aos critérios de qualidade para uso emergencial", afirmou a diretora da agência, Meiruze Freitas, que foi a relatora dos dois pedidos.

Durante a sua explanação, a diretora fez questão de destacar que ainda não existe um tratamento contra a Covid-19, o que contraria declarações do presidente Jair Bolsonaro e do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, que recomendam uso de medicamentos sem eficácia comprovada para combater a doença.

"Até o momento, não contamos com alternativa terapêutica para tratar o coronavírus. Assim, compete a cada um de nós em sua esfera de atuação tomar toda as medidas ao nosso alcance para no menor tempo diminuir impacto sobre a vida no nosso país", afirmou a diretora, enfatizando que o acesso à vacina "é questão de segurança nacional".

A CoronaVac foi desenvolvida pelo laboratório Sinovac, da China, e, no Brasil, em parceria com o Instituto Butantan. Além da China, que já aplica o imunizante em regime emergencial, Indonésia, Turquia e Chile também anunciaram a imunização com a CoronaVac.

Já a vacina de Oxford foi desenvolvida pela farmacêutica AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford, e no Brasil será produzida pelo Bio-Manguinhos, da Fiocruz, no Rio de Janeiro.

Além da relatora Meiruze Freitas, outros quatro diretores da agência votaram sobre o tema: Antonio Barra (diretor-presidente), Cristiane Jourdan, Romison Mota e Alex Campos. Para aprovação, os pedidos precisavam obter maioria simples na diretoria.

Área técnica

Antes da decisão final da diretoria, a área técnica da agência recomendou a aprovação do uso emergencial das duas vacinas destacando a necessidade de acompanhamento próximo dos imunizantes.


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