Barcas podem parar se estado não fizer nova licitação

As barcas podem parar. Essa é a possibilidade apontada pela CCR em documento encaminhado para Frente Parlamentar em Defesa do Transporte Aquaviário da Alerj. A atual concessionária do serviço de transporte aquaviário alertou que "vê com muita preocupação o andamento do processo de relicitação que, diante do noticiado recentemente, irá extrapolar o prazo final da atual concessão, previsto para 11 de fevereiro de 2023".

Foto: Divulgação / CCR Barcas

Nesta hipótese, de acordo com a CCR, poderá ocorrer tanto a descontinuidade do serviço, ou até a tentativa de medida judicial por parte do governo para prorrogar o contrato nas mesmas condições atuais que são altamente prejudiciais à todos em especial os usuários do serviço, além de não cumprir as leis que devem ser atendidas pelo novo edital de licitação.


Para debater o futuro das barcas, a Alerj realiza audiência pública nesta quarta (27/10). O Secretário de Transportes do RJ, Juninho do Pneu, já confirmou presença e terá a tarefa de responder sobre os novos horários das viagens de barca e sobre o lançamento do novo edital do transporte aquaviário.


"Precisamos buscar soluções definitivas para o serviço de barcas, fortalecendo esse modal tão importante para a mobilidade urbana da região metropolitana do Rio de Janeiro. Chega de incertezas e descaso com os usuários. Esperamos sair dessa audiência com um cronograma de realização da nova licitação das barcas que garanta um serviço melhor, mais eficiente e barato para a população", disse Flavio Serafini, presidente da Frente Parlamentar em Defesa do Transporte Aquaviário da Alerj.


Retorno da grade de horários


Quando a audiência foi convocada, além da cobrança pelo novo edital de licitação, a intenção era debater o retorno dos horários das viagens de barcas reduzidos durante a pandemia. A Frente Parlamentar em Defesa do Transporte Aquaviário alertou diversas vezes o poder público sobre a necessidade de garantir mais horários de viagens para que não houvesse superlotação, garantindo o distanciamento social e cobrou o aumento da grade de horários e o retorno da linha praça XV-Charitas.


A cobrança e a pressão social surtiu efeito, pois o Secretário de Transporte do RJ publicou no início desse mês resolução determinando o aumento no número de viagens de barcas e a volta do funcionamento da estação de Charitas. Embora parte das soluções já tenham sido apresentada, ainda sobram algumas questões sensíveis. A mesma resolução também está ampliando os limites de lotação máxima das embarcações, desconsiderando a situação da pandemia, e não altera o pequeno número de viagens para Cocotá e Paquetá.

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