Brizola Neto articula parceria com Firjan para gerar empregos em Niterói


O Coordenador de Trabalho e Renda de Niterói, Brizola Neto, se reuniu virtualmente nesta quinta-feira (8/4) com integrantes do Conselho da Firjan Leste Fluminense, presidido por Luiz Césio Caetano, para articular a disponibilização de vagas de trabalho da indústria sediada na região, através do Sine-Niterói. Brizola Neto ressaltou a importância de manter a mão de obra da cidade alocada no próprio município, como forma de fortalecer a economia local, gerar renda e fazer frente à crise.

Brizola Neto / Foto: Divulgação

No encontro, o ex-ministro falou do desemprego no país e criticou a nova metodologia adotada pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged / Ministério da Economia), que segundo ele, aumenta artificialmente o número de admissões ao computar empregos temporários e intermitentes. O saldo nacional de empregos apresentado pelo Caged no mês de fevereiro foi de 401,6 mil vagas.


"Estamos vivendo o pior momento desde 2012. Em 2020, o desemprego no país atingiu 13,5% em 12 meses. No Estado do Rio a situação foi ainda mais grave, chegando a 17,4% e ficando acima da média nacional. Foi o quarto pior resultado na taxa de desemprego no país em 2020", disse ele.


Brizola Neto apresentou indicadores do mercado de trabalho em Niterói, com dados sobre desemprego, geração de empregos formais, setores que mais oferecem oportunidades, e os que têm maior potencial para aumentar a empregabilidade com a recuperação da economia. De acordo com números do Caged, o município é o segundo do estado em estoque de empregos formais, com um saldo positivo de 322 vagas geradas em 2021, levando em conta os meses de janeiro e fevereiro.



Ainda segundo dados do Caged, em 2014 havia um saldo positivo de 2.867 empregos na cidade. Porém, esses números caíram drasticamente nos anos seguintes, coincidindo com a crise nos estaleiros de Niterói, quando estes pararam de receber encomendas de grandes plataformas e navios para a indústria offshore. No saldo acumulado do estoque de empregos entre 2014 e 2021, Niterói perdeu 28.937 vagas. Eram 170.171 em 2014, e em fevereiro de 2021 baixaram para 141.234.


O coordenador de Trabalho e Renda citou os setores de serviço e comércio como os grandes empregadores na cidade, seguidos pela construção e indústria, com destaque para a indústria de transformação marítima, que começa a dar sinais de recuperação.


Os indicadores mostram que, apesar da posição ruim do estado do Rio na geração de vagas formais de trabalho, Niterói ocupa uma posição de destaque no enfrentamento da crise, graças a medidas que vem adotando para proteger trabalhadores, empresas e população mais vulnerável. É o caso dos programas sociais Renda Cidadã e Renda Básica Temporária, implementados desde o ano passado, no início da pandemia, pela prefeitura.


Enquanto o Renda Cidadã apoia 2.832 empresas da cidade, pagando um salário mínimo a cerca de 14 mil funcionários e preservando seus empregos; o Renda Básica Temporária oferece auxílio emergencial de R$ 500 a 50 mil famílias vulneráveis. São, ao todo, R$ 160 milhões investidos a cada quatro meses, e esses recursos geram o movimento da economia local, beneficiando o comércio, os serviços e demais setores.


Observatório do Trabalho


Brizola Neto falou, também, do Observatório do Trabalho de Niterói, criado para ser um orientador das políticas públicas de trabalho e renda no município. Entre suas atribuições estão a elaboração de diagnósticos da estrutura produtiva e do mercado de trabalho de Niterói, com base nos indicadores econômicos relacionados ao emprego e a renda; análise e diagnóstico das políticas públicas implementadas pela prefeitura, com base nos registros administrativos fornecidos pelas demais secretarias municipais, que impactam na geração e manutenção do emprego e da renda.

Luiz Césio Caetano, presidente da Firjan Leste Fluminense / Divulgação

Na reunião, o Coordenador reforçou a importância da indústria do Leste Fluminense na retomada da economia do município, com destaque na participação das indústrias offshore e de petróleo, que oferecem empregos de alta qualificação, com remuneração até nove vezes maior do que as vagas do comércio.


E listou as áreas que serão pesquisadas pelo novo órgão, consideradas promissoras para a geração de empregos. Entre elas, a do complexo econômico-industrial da saúde; as atividades da tecnologia da informação; entretenimento; obras programadas pela prefeitura — e que geram resposta rápida na geração de vagas — além da vocação da cidade como concentradora de comércio e serviços na região leste fluminense.


O Coordenador de Trabalho e Renda também enfatizou que uma das tarefas do Observatório será avaliar as políticas de qualificação profissional e seu direcionamento para as áreas de maior demanda de mão obra.


Ao final da apresentação, Brizola Neto convidou as empresas que integram a Firjan Leste Fluminense a disponibilizar vagas no Sine-Niterói e a utilizar os serviços de intermediação de empregos. Luiz Césio Caetano aceitou prontamente o convite e colocou a instituição à disposição.


"A Firjan tem muito a contribuir, não apenas utilizando o Sine para ofertar vagas, mas também através do Senai na qualificação de mão-de-obra, afirmou ele.


Cateano ofereceu a Brizola Neto os dados de um estudo elaborado pela Firjan e intitulado "Rio a Todo Gás", sobre o Rota 3, gasoduto que está sendo construído em Itaboraí e que tem grande potencial de geração de empregos para 2021.

 Conheça a nova Scooter Elétrica

Não precisa de CNH, sem placa e sem IPVA

1/3
300x250px - para veicular a partir do di
Leia também: