Com Santa Cruz de vice, Rodrigo sela o apoio de Paes


Rodrigo, Paes e Santa Cruz: aliança vinha sendo costurada desde março / Luiz Erthal

O ex-prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, vai anunciar nesta quinta-feira, 14, a notícia mais aguardada por ele para fortalecer a sua aspiração ao Palácio Guanabara: a decisão do ex-presidente da OAB, Felipe Santa Cruz, de compor a sua chapa como candidato a vice-governador, selando, assim, o apoio do prefeito do Rio, Eduardo Paes, ao nome indicado pelo PDT para disputar o governo do estado. A aliança promete inflamar a eleição estadual, que apresenta até agora o atual governador, Cláudio Castro (PL), e o deputado federal Marcelo Freixo (PSB) empatados na liderança, com o candidato trabalhista chegando na terceira posição, segundo as últimas pesquisas eleitorais.


A informação foi confirmada na noite desta quarta-feira, 13, pelo PDT, com a convocação de uma entrevista coletiva com a presença do presidente nacional do partido, Carlos Lupi, e do prefeito do Rio de Janeiro às 9h desta quinta-feira, no hotel Windsor Guanabara, no Centro do Rio.

“É com muita alegria que anuncio a indicação do companheiro Felipe Santa Cruz (PSD) como vice de Rodrigo Neves ao governo do Rio. Amanhã, as 9h, faremos um ato com presença de Eduardo Paes e lideranças no Hotel Windsor Guanabara”, destacou Lupi nas redes sociais.


Segundo informação do colunista de O Globo, Lauro Jardim, Eduardo Paes, que também preside o PSD, deverá anunciar, ainda, o apoio do seu partido à candidatura do deputado Alexandre Molon para o Senado. A costura segue um molde riscado pelo ex-prefeito de Maricá, Quaquá, que na semana passada realizou no auditório da ABI um ato de apoio às candidaturas de Rodrigo e Molon, reunindo dissidentes do PT, do PSB e do PCdoB que, contrariando a orientação desses partidos, não irão votar em Freixo para governador e no presidente da Assembleia Legislativa, André Ceciliano (PT), para senador.


Entre o prefeito Fabiano Horta (e) e Quaquá (d), Eduardo Paes recebe o título de cidadão maricaense

Na segunda-feira, Paes esteve em Maricá, cidade que ofendeu ("é uma m**** de lugar") em uma conversa telefônica com o ex-presidente Lula, gravada pela Polícia Federal, e que agora lhe concedeu o título de cidadão maricaense. A costura política com Quaquá certamente cristalizou a sua decisão de apoiar Rodrigo Neves, com quem vinha negociando há cerca de quatro meses.

No dia 29 de março, Eduardo Paes, acompanhado de Felipe Santa Cruz, que havia ingressado há pouco no PSD com a intenção de lançar sua candidatura a governador, participou de um ato do PDT no auditório da ABI. Na ocasião, ele sinalizou que a aliança com o PDT já era certa, faltando ainda definir qual seria a vaga a ser ocupada pelo seu partido - vice-governador ou senador -, já que Rodrigo não abriria mão da cabeça de chapa..


"O papel já está assinado", anunciou Paes naquele dia, aludindo à metáfora de um casamento, diante de centenas de militantes do PDT que compareceram à plenária do partido para aclamar Rodrigo oficialmente como pré-candidato trabalhista ao governo fluminense.

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