Governo aumentou imposto sobre cilindros em 24 de dezembro


(Reprodução)

Apesar do recrudescimento da pandemia, com aparecimento de novas cepas e elevação de novos casos e mortes pela Covid-19, o governo federal aumentou o imposto de importação sobre cilindros usados no armazenamento de gases medicinais três semanas antes do colapso nos hospitais de Manaus. Esses insumos estavam isentos desde março do passado, quando o governo adotou uma série de medidas econômicas para facilitar o combate à pandemia. Nesta sexta-feira, após o caos no Amazonas, o presidente Jair Bolsonaro disse que determinou que o imposto seja zerado novamente.

Em entrevista ao jornalista José Luiz Datena, da Bandeirantes, Bolsonaro disse ter determinado que a Camex "agora" zerasse os impostos. O presidente, entretanto, não citou que o governo decidiu pelo fim da isenção em 24 de dezembro, quando voltou a taxar os cilindros de ferro em 14% e os de alumínio, em 16%.

"Nós determinamos que a Camex (Câmara do Comércio Exterior), é mais longo um pouco, agora zerasse os impostos de cilindros de oxigênio. Pô, nós estamos fazendo tudo possível, apesar de o Supremo ter me proibido de fazer isso", afirmou o presidente, fazendo uma referência deturpada do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), que decidiu por unanimidade, no ano passado, que governadores e prefeitos têm poderes para baixar medidas restritivas no combate ao coronavírus em seus territórios - como determinar a quarentena, isolamento social, fechamento de comércio e lazer -, assim como o governo federal também, em abrangência nacional.

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