Governo volta a pedir entrega imediata da CoronaVac


(Foto: Governo de SP)

O governo federal, através do Ministério da Saúde, voltou a pedir ao governo de São Paulo a entrega imediata de 6 milhões de doses da CoronaVac que foram importadas da China. Num segundo ofício, enviado na noite de sexta-feira, o ministério declarou que o governo de João Doria (PSDB) não pode reter a quantidade destinada ao estado do plano nacional de vacinação contra a Covid-19. O assunto, segundo uma fonte do governo paulista, deverá ser encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) para decidir se São Paulo tem direito a reter uma parte das doses que importou para aplicar na sua população.

No novo documento, o Ministério da Saúde declarou que não pode delegar “a distribuição das vacinas, sobretudo em razão do estado de excepcionalidade que o país atravessa em razão da pandemia ocasionada pelo novo coronavírus”.

"Há a necessidade de imediata entrega das 6 milhões de doses para que o cronograma de distribuição das doses não seja comprometido e não ocorra atraso no início da vacinação da população brasileira, sendo ressaltado que todas as etapas da distribuição contarão com apoio do Ministério da Defesa.”

No primeiro documento, o ministério já havia ressaltado a "urgência na imediata entrega do quantitativo contratado e acima mencionado, tendo em vista que este ministério precisa fazer o devido loteamento para iniciar a logística de distribuição para todos os estados da federação de maneira simultânea e equitativa, conforme cronograma previsto no Plano Nacional de Operacionalização da vacinação contra a Covid-19".

O Butantan respondeu que estava trabalhando para atender a demanda, mas pediu informações sobre o plano nacional em relação ao número de doses que serão destinadas ao estado de São Paulo.

“Aguardamos orientação de V. Senhoria quanto ao início da campanha de vacinação, com confirmação de data e horários definidos, considerando que deverá ocorrer simultaneamente em todos os Estados do Brasil”, escreveu o instituto vinculado ao governo de São Paulo.

A troca de ofícios foi revelada pelo jornal Folha de S. Paulo.

O governo federal depende agora das doses do imunizante importado da China para iniciar a vacinação da população, já que o governo da Índia não liberou a exportação de 2 milhões de doses da vacina de Oxford produzidas no país que foram encomendadas pela Fiocruz, órgão vinculado ao governo federal.

O ministro Eduardo Pazulello anunciou na última quinta-feira o “Dia D” e a “Hora H” da vacinação. A largada para a imunização está marcada para 20 de janeiro, terça-feira, a partir das 10h, em todo o território nacional.

Para isso, entretanto, é preciso que haja um imunizante no Ministério da Saúde.

Neste domingo, a Anvisa terá reunião para analisar os pedidos de uso emergencial das vacinas de Oxford e CoronaVac. No entanto, apenas uma delas está disponível - armazenada em frigoríficos do Instituto Butantan, em São Paulo.

A vacina de Oxford é a principal aposta de Bolsonaro. O governo federal investiu US$ 300 milhões (cerca de R$ 1,6 bilhão) na importação de 100 milhões de doses do Reino Unido e na transferência de tecnologia da AstraZeneca para Bio-Manguinhos, da Fiocruz, onde serão produzidas mais 100 milhões de doses a partir de fevereiro.

Já a CoronaVac, desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac e que será produzida, no Brasil, em parceria com o Buntantan, sempre foi a aposta de João Doria.

Depois do anúncio da eficácia da CoronaVac, Bolsonaro disse que a população “está vendo a verdade”.

“Essa de 50% é uma boa ou não?”, perguntou Bolsonaro em tom de galhofa a um dos seus seguidores que estavam em frente ao Palácio da Alvorada na última quarta-feira (13).


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