Multidões nas ruas em mais de 200 cidades contra Bolsonaro


Milhares de manifestantes tomaram a Avenida Paulista neste sábado contra Bolsonaro (Reprodução)

Manifestantes carregando cartazes de "genocida" e "fome" voltaram às ruas em todo o Brasil neste sábado (2) em protestos pelo impeachment do presidente Jair Bolsonaro e contra a disparada dos preços dos alimentos, do gás de cozinha, da conta de luz e a volta da inflação de dois dígitos e da fome no país. Em meio ao fracasso econômico e com 15 milhões de desempregados, os atos mostram o que já aparece nas pesquisas desde os primeiros meses deste ano: o crescimento da rejeição a Bolsonaro, desaprovado por 64% dos brasileiros, segundo levantamento Ipespe divulgado esta semana.

Também não faltaram críticas à operadora de planos de saúde Prevent Senior, investigada na CPI da Covid sob suspeitas de conluio com o governo Bolsonaro na disseminação e uso de remédios ineficazes contra a covid e ocultação de mortes pela doença.

Os atos foram convocados por artistas, personalidades, movimentos sociais, como o Fórum pela Democracia Direitos Já!, centrais sindicais e pelas lideranças dos nove partidos políticos que assinaram pedidos de impeachment de Jair Bolsonaro.

Segundo os organizadores, houve protestos em 251 cidades, incluindo as principais capitais brasileiras, e também em mais de 16 países.

No Rio de Janeiro, onde ocorreu uma das maiores concentrações de público na Cinelândia, palco de manifestações históricas como o "Fora, Collor" em 1992, o pré-candidato do PDT a presidente da República, Ciro Gomes, discursou e criticou o quadro econômico atual, lembrando que o povo brasileiro está “roendo osso e obrigado a comer restos dos açougues” com “o pior salário mínimo, o maior desemprego e a maior carestia”.

Em rede social, Ciro também disse que é imperativo o impeachment e a prisão de Bolsonaro, e lamentou que alguns setores da política estejam se omitindo, mas “serão julgados pela história como traidores da pátria”.

“Exigir o impedimento e a prisão do criminoso que nos governa é imperativo para que possamos voltar a discutir o que importa: emprego, desenvolvimento, redução das desigualdades”, escreveu Ciro, acrescentando: “Infelizmente alguns setores da política, principalmente ligados ao que existe de mais atrasado, corrupto e marginal, preferem ver o Brasil seguir sofrendo a lutar por essa causa. Serão julgados pelo nosso povo e pela história como traidores da pátria.”

Em São Paulo, milhares de manifestantes tomaram a Avenida Paulista, com destaque para as faixas e bandeiras multipartidárias das esquerdas e os balões simbolizando a carestia no Brasil num botijão de gás e num pacote de arroz gigantes.

Em Fortaleza a adesão também foi massiva. Cerca de 50 mil pessoas, segundo os organizadores, foram às ruas na capital cearense para protestar e pedir o impeachment de Bolsonaro. Goiânia, Teresina, São Luís, entre outras capitais, os protestos mobilizaram milhares de pessoas.

Os atos "#ForaBolsonaro" se diferenciam dos atos golpistas convocados pelo próprio presidente Bolsonaro no 7 de Setembro, quando manifestantes se deslocaram de várias partes do país em caravanas, em grande parte financiadas por empresários, para se concentrarem em Brasília e São Paulo. Inquérito instaurado no Supremo Tribunal Federal (STF) investiga os financiadores dos atos antidemocráticos do Dia da Independência, entre eles a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) e a Associação Brasileira de Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), que tiveram as contas bloqueadas esta semana por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF.

Confira a seguir, em fotos e vídeos, como foram as manifestações neste sábado em parte dos estados e do exterior.

(Fotos Públicas)

(Fotos Públicas)

Palco de manifestações históricas, a Cinelândia reuniu multidão no "Fora Bolsonaro" deste sábado (Reprodução)






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