Destruição da Amazônia está perto do 'não retorno'

No primeiro dia da audiência pública convocada pelo ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), para tratar da crise ambiental no país, o cientista Carlos Nobre fez um alerta. A Amazônia está próxima do ponto de "não retorno", ou seja, de perder totalmente a sua capacidade de recuperação.


Arquivo / Agência Brasil

Nobre é especialista em mudanças climáticas e referência internacional no assunto. De acordo com o cientista, o limite será atingido se o desmatamento chegar a 25%. Na escala da destruição, a floresta Amazônica está hoje no patamar dos 17%.


Com a perda da floresta úmida, há o risco da chamada "savanização" da Amazônia: a transformação da mata original em uma vegetação pobre em diversidade, com gramíneas e poucas árvores espaçadas, semelhante à savana africana ou ao cerrado. Isso significa não apenas uma perda de biodiversidade em escala monumental, mas também a completa alteração do regime de chuvas no país, comprometendo o abastecimento nas cidades e a geração de hidroenergia.

O cientista defendeu a criação de um "New Deal" ambiental para o Brasil no pós-pandemia, com a geração de empregos em atividades sustentáveis na Amazônia e agregação de valor em produtos da floresta.


A audiência pública discute a gestão do Fundo Clima pelo governo federal, e foi convocada pelo STF no âmbito de uma ação protocolada por partidos de oposição, que alegam omissão do presidente Jair Bolsonaro nas políticas públicas ambientais. Os debates seguem até amanhã (terça-feira, 22/9).

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